Ir votar estando isolado devido à covid-19 será um "pesadelo logístico" porque a Ómicron é "extremamente contagiosa"

5 jan, 20:48

O matemático Henrique Oliveira afirma que há riscos inerentes ao facto de pessoas em isolamento tenham de sair de casa para votar e explica como Portugal deve atingir o pico de infeções entre o dia 20 e o dia 24, fazendo com que fevereiro seja um "mês de descida"

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O matemático e membro da comissão de acompanhamento da covid-19 Henrique Oliveira afirma que será “um pesadelo” a programação logística para permitir que isolados no dia das eleições possam exercer o seu direito de voto no dia 30 de janeiro.

À CNN Portugal, Oliveira assume que vê “alguns riscos” inerentes ao facto das pessoas isoladas terem de sair de casa e pede que isso seja “salvaguardado com muitos cuidados nas câmaras de voto e com maior proteção por parte dos membros das mesas”. 

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Questionado sobre o facto de alguém que esteja em isolamento, mas que não tenha sido infetado, poder estar em contacto com alguém contagiado pelo SARS-CoV-2 durante o momento da votação, o matemático insiste para que haja “horários diferentes”. “Depois há os elementos da mesa que, estando saudáveis, também vão ser expostos ao vírus”, afirma.

“Penso que a única solução é existirem horas diferenciadas, muito bem diferenciadas e que as pessoas estejam muito bem identificadas”, algo que Henrique oliveira diz ser um “pesadelo logístico”, mas a única forma de ser garantido o direito ao voto. “Temos de acreditar na honestidade daqueles que estão em isolamento de aparecerem na sua hora certa”, acrescenta.

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Mantendo a previsão de que haja 300 a 400 mil pessoas isoladas no dia das eleições, o matemático diz ainda que não é possível a votação decorrer sem que haja assembleias de voto específicas para pessoas em isolamento, justificando que “a variante Ómicron é extremamente contagiosa”.

Também o caminho até às mesas de voto impõe mais riscos para a disseminação do coronavírus. “Se formos de transportes públicos, temos problemas gravíssimos nos transportes públicos. As pessoas teriam de ser transportadas pelos bombeiros, mas não estou a ver como é que isso se possa fazer com 400 mil pessoas em isolamento (o número mais provável)”.

Temos vários milhões de pessoas a votar normalmente e depois temos estes 300 mil que têm de ser transportados de uma forma especial. É muito complicado, é um problema muito difícil de resolver”, afirma.

Na sua opinião, as eleições legislativas em janeiro “foi um grande azar para o problema da propagação do vírus, de uma doença tão contagiante como esta”. Mas questionado sobre se o período a seguir às eleições será um período crítico em termos de novos casos de covid-19, o matemático considera que o pico deverá acontecer entre o dia 20 e o dia 24 de janeiro e, como tal, o país deve estar “numa situação melhor” no dia 30 de janeiro.

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Em fevereiro, diz Henrique Oliveira, tendo em conta as particularidades da variante Ómicron e a cobertura vacinal, “nós já vamos estar, por efeito da própria saturação da doença, numa grande descida. O mês de fevereiro será de grande descida”.

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