Companhia aérea sul-africana defende voo rasante de dois Embraer E190 sobre estádio na Cidade do Cabo

31 ago, 18:25
Voo rasante na África do Sul (STR/AP)
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A Associated Press refere que estes voos rasantes são uma tradição antes de jogos de râguebi na África do Sul, iniciada em 1995 antes da final do Mundial da modalidade, disputada entre as mesmas equipas, quando um Boeing 747 o estádio de Ellis Park, em Joanesburgo. No entanto, alguns especialistas manifestaram preocupação quanto à margem de segurança nesta ocasião.

A companhia aérea sul-africana Airlink defendeu o voo rasante de dois aviões sobre o Cape Town Stadium antes de um jogo de râguebi entre a África do Sul e a Nova Zelândia.

Antes da partida, no sábado, e perante uma plateia de 56 mil espectadores, dois Embraer E190 da Airlink, patrocinadora da seleção sul-africana, voaram por cima do estádio, com o primeiro a passar a cerca de 12 metros da cobertura da infraestrutura. Apesar da espetacularidade da manobra, foram levantadas várias dúvidas quanto à segurança da mesma.

Num comunicado emitido no domingo, a companhia aérea afirma que o voo rasante seguiu todas as normas de segurança em vigor.

“A Airlink toma nota das preocupações manifestadas em várias redes sociais e fóruns online relativamente à passagem em formação sobre o Estádio DHL, na Cidade do Cabo. O voo exigiu um planeamento e ensaios cuidadosos, uma vez que implicava a navegação a baixa altitude, a cerca de 150 nós. A Autoridade de Aviação Civil da África do Sul e os Serviços de Navegação e Tráfego Aéreo prestaram orientações valiosas, aprovação e apoio para garantir um voo seguro", pode ler-se na nota, citada pela Associated Press.

A agência refere que estes voos rasantes são uma tradição antes de jogos de râguebi na África do Sul, iniciada em 1995 antes da final do Mundial da modalidade, disputada entre as mesmas equipas, quando um Boeing 747 voou sobre o estádio de Ellis Park, em Joanesburgo. No entanto, alguns especialistas manifestaram preocupação quanto à margem de segurança nesta ocasião.

"Basicamente, o primeiro avião... era como se estivesse a desviar-se por cima da cobertura, a subir por um lado, a descer por baixo e depois a subir pelo outro lado. Foi um pouco desconfortável. [Se] acontecer algo adverso, simplesmente não há opções a essa altitude", afirmou Chris Martinus, presidente da Associação de Proprietários e Pilotos de Aeronaves da África do Sul, à Associated Press.

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