REVISTA DE IMPRENSA || Uma pequena fatia das paragens resulta de manutenção, avarias ou substituição de viaturas
A falta de médicos está a condicionar o funcionamento das viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER). De acordo com o Jornal de Notícias, em 2025, as 44 viaturas registaram uma taxa de inoperacionalidade de 2,61%, o equivalente a 10.080 horas paradas, mais 2427 horas do que no ano anterior, um aumento de 32%.
Os dados representam um retrocesso face ao período entre 2017 e 2020, quando a taxa ficou abaixo de 1% durante quatro anos consecutivos. A tendência tem sido de agravamento até à atualidade.
O INEM aponta a falta de tripulação, sobretudo médica, como principal causa, sendo a responsabilidade da escala atribuída aos hospitais onde as VMER estão integradas. Uma pequena fatia das paragens resulta de manutenção, avarias ou substituição de viaturas.
A escassez de profissionais é reconhecida como transversal ao sistema de saúde, com impacto também no pré-hospitalar. A dificuldade em fixar médicos, sobretudo no Interior e no Algarve, é apontada como um dos principais entraves à constituição de equipas.
Julho e agosto foram os meses mais afetados, enquanto o início de 2026 mantém a tendência de inoperacionalidade elevada. Em 2025, o INEM registou ainda o número mais alto de chamadas de sempre, com mais de 1,6 milhões de atendimentos.