A China quer trabalhar com Putin para trazer "estabilidade e energia positiva a um mundo caótico"

15 set, 13:50
Vladimir Putin e Xi Jinping

Por sua vez, Putin agradeceu a Xi Jinping a "posição equilibrada" em relação à Ucrânia

No primeiro encontro presencial desde o início da guerra, Xi Jinping recebeu um agradecimento de Vladimir Putin por manter uma "posição equilibrada" em relação à Ucrânia, admitindo compreender as "questões e preocupações" de Pequim em relação ao conflito. 

"Valorizamos muito a posição equilibrada dos nossos amigos chineses no que toca à crise da Ucrânia. Entendemos as suas questões e preocupações em relação a isso. Durante o encontro de hoje, vamos obviamente explicar a nossa posição", afirmou Putin. 

De acordo com a agência Reuters, o presidente da Rússia disse ainda ao seu homólogo chinês que condena as "provocações" dos Estados Unidos junto ao estreito de Taiwan

"Apreciamos muito a posição equilibrada dos nossos amigos chineses, na crise ucraniana", explicou Putin, dizendo que entende as preocupações de Pequim sobre a invasão e mostrando-se disponível para explicar a sua posição.

Vladimir Putin aproveitou a reunião entre os dois líderes para criticar o ocidente, qualificando as suas ações como uma tentativa de criar "mundo unipolar."

"As tentativas de criar um mundo unipolar tomaram recentemente uma forma absolutamente desprezível e são totalmente inaceitáveis", disse Putin, citado pela agência Lusa. 

Por sua vez, Xi Jinping disse estar pronto para trabalhar em conjunto com Moscovo para trazer "estabilidade e energia positiva a um mundo caótico", uma vez que Putin é "um velho amigo" da China. Os dois líderes encontraram-se esta quinta-feira à margem da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), no Uzbequistão.

Casa Branca critica posição da China: "Devíamos estar alinhados contra Putin"

Não tardou muito até a Casa Branca reagir à tomada de posição de Pequim em relação a Moscovo. John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, disse à CNN Internacional que "ninguém deveria ficar à margem" deste conflito e foi mais longe.

"O mundo inteiro deveria estar alinhado contra aquilo que o Sr. Putin tem estado a fazer. Este não é o momento para qualquer tipo de negociação com o Sr. Putin", afirmou.

Recorde-se que três semanas antes do início da guerra, o presidente chinês recebeu Vladimir Putin em Pequim, na altura da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.

Desde que a guerra começou, o governo chinês nunca condenou a ofensiva militar russa, recusando utilizar a palavra "invasão" para descrever auto-designada "operação militar" lançada por Moscovo e atribuindo a culpa do conflito aos Estados Unidos e à NATO.

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