Romário Baró: «A força mental do Vitinha é incrível»

Pedro Lemos , Algarve
15 jan, 10:07
MÉDIO: Vitinha (FC Porto)

Entrevista com Romário Baró, hoje a serviço dos polacos do Radomiak Radom, durante um estágio da equipa no Algarve, na qual o jogador aproveitou para falar sobre Vitinha, antigo companheiro no FC Porto - PARTE III

Romário Baró fez parte da geração de jogadores do FC Porto que venceu a Youth League em 2018/2019. Jogou ao lado de nomes como Diogo Costa, Fábio Vieira e... Vitinha, considerado um dos melhores médios do mundo na atualidade. O crescimento do companheiro de formação não surpreende Baró que destaca, acima de tudo, a força mental que sempre demonstrou. 

Ao Maisfutebol, a pretexto de um estágio do Radomiak (Polónia) no Algarve, Romário Baró também falou do sonho que ainda acalenta de chegar à seleção nacional.

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Maisfutebol: No Europeu de sub-21 de 2021, partilhaste balneário com o Vitinha com quem já tinhas jogado também nas camadas jovens do FC Porto. Estavas à espera de que chegasse tão longe?

Romário Baró: Se disser que sim, agora é fácil [risos]. Ele é incrível. Para mim, a melhor qualidade dele é a força mental que tem e que mostrava desde sempre, desde novo. Há coisas que se treinam; há coisas com que se nasce… Além do conhecimento de jogo e qualidade que tem, via-se que tinha essa força mental. Para mim, isso sempre me chamou a atenção.

MF: Em relação à seleção, tu foste internacional em várias camadas jovens. Ainda tens aquela esperança de chegar à equipa principal?

Romário Baró: Sim. Esperança é a última a morrer. Vou continuar a trabalhar porque ainda acredito muito em mim.

MF: Sentes que o jogador português é valorizado na Polónia, onde estás agora ao serviço do Radomiak?

Romário Baró: Sim. Há muitos portugueses a vir para cá. Estou-me a sentir bem, em forma, com mais confiança. 

MF: O facto de teres tantos colegas portugueses, um treinador português fez-te escolher este clube?

Romário Baró: Sim. Isso ajudou muito. Aqui tenho mais gente portuguesa para interagir e é sempre melhor. 

MF: Como é que se dão entre vocês? Há aqui quase um “mini-Portugal” dentro do balneário…

Romário Baró: Sim, é como dizes. Damo-nos muito bem e isso é excelente não só para nós, como para todo o grupo. A adaptação foi mais fácil devido a isso também. Eu não sou de sair muito, não houve um grande impacto em termos da cultura. Os tempos livres ou passamos entre nós ou em casa.