Luís tem três anos e passou o último mês com dores a entrar e a sair do hospital. Mesmo assim nenhum médico sabe o que se passa

21 mai, 14:52
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Médicos já apresentaram vários diagnósticos, mas nenhum deles parecer ser o certo

Luís tem apenas três anos e passou todo o último mês de doente. Os sintomas são febres de 40 graus, dores abdominais fortes e dores na virilha. O diagnóstico, esse, ninguém sabe.

Este é o caso que a TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal) trouxe no início desta semana, e que agora continua a acompanhar.

Contactada pela família, a linha Saúde 24 considerou o caso pouco urgente e encaminhou a criança para um centro de saúde fechado, em Viseu.

Já depois da primeira reportagem ter sido emitida, Luís acabou por ser internado, ainda que só à terceira tentativa, quando deu entrada na urgência pediátrica.

Apesar de os médicos já terem apresentado vários diagnósticos, nenhum foi o certo até ao momento, até porque a criança continua a apresentar os mesmos sintomas.

Esta mais recente ida às urgências soma-se a muitas outras visitas à Unidade de Saúde Local (ULS) Viseu Dão-Lafões, onde foram atribuídos vários diagnósticos de gastroenterite.

Perante o impasse e a incerteza, os pais de Luís decidiram no domingo tentar uma via alternativa, a da chamada para o SNS24, que conseguiu marcar consulta, mas apenas para o dia seguinte.

Aflita, a mãe não quis esperar e levou o menino às urgências, onde entrou apenas à tal terceira tentativa e com pulseira verde. O diagnóstico foi semelhante a outros: gastroenterite parasitária, mas 12 horas depois da alta Luís teve de regressar por causa de um agravamento na sua condição.

Revoltados com a situação e a falta de resposta, os pais de Luís já avançaram com uma queixa no Ministério Público e no regulador da saúde. A família coloca em causa o acompanhamento do caso, até porque têm sido dadas sucessivas altas e o problema não parece amenizar.

Em resposta à TVI, a ULS Viseu Dão-Lafões invoca o sigilo médico, mas esclarece que a reavaliação sucessiva de uma criança em urgência pediátrica é uma prática normal e que não há necessidade de se aguardar pelos resultados em internamento.

No final da manhã desta quinta-feira a família foi novamente contactada, desta vez para saber que não há indicações de infeção urinária. Por saber continua, portanto, a verdadeira causa dos problemas.

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