Dono de bar obrigava companheira a prostituir-se e filmava atos com clientes. Mulher foge com receio de a filha ser abusada

17 jul, 13:24
Polícia Judiciária
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O suspeito, que explora um estabelecimento de diversão noturna, coagia a vítima a prostituir-se, explorando a sua dependência económica. "Procedia, ainda, à gravação de imagem dos clientes da companheira, sem o conhecimento ou consentimento dos mesmos, devassando a sua intimidade sexual. Tais conteúdos eram, posteriormente, comercializados em plataformas sociais", apurou a investigação

A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta terça-feira, na região de Lisboa, um homem suspeito dos crimes de violência doméstica, violação, lenocínio e devassa da vida privada.

A detenção ocorreu na sequência de uma operação policial, em que foram cumpridos vários mandados de busca domiciliária, não domiciliária e de detenção, de acordo com a informação avançada pela PJ em comunicado divulgado esta sexta-feira.

A vítima dos crimes é uma mulher de 44 anos, ex-companheira do agora detido, de 60 anos.

"A investigação teve início em março de 2026, quando a vítima abandonou a residência onde vivia maritalmente com o suspeito, há cinco anos, por temer que o mesmo pudesse praticar atos sexuais contra a filha dela, com 15 anos", indica a Polícia Judiciária.

Então, explica, "a vítima deslocou-se ao piquete da Polícia Judiciária e revelou que sofria de violência doméstica, porquanto o companheiro exercia controlo psicológico sobre ela, designadamente, ameaçando-a com recurso a arma de fogo".

O suspeito, que explora um estabelecimento de diversão noturna, coagia a vítima a prostituir-se, explorando a sua dependência económica. "Procedia, ainda, à gravação de imagem dos clientes da companheira, sem o conhecimento ou consentimento dos mesmos, devassando a sua intimidade sexual. Tais conteúdos eram, posteriormente, comercializados em plataformas sociais", apurou a investigação.
 
O detido foi presente a primeiro interrogatório Judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa Norte, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de proibição de contactos e aproximação da vítima ou da residência desta, com vigilância eletrónica.
 
O inquérito é titulado pelo DIAP de Alenquer.

 

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