Turista norte-americana é violada em casa de banho pública no centro de Paris

10 ago, 20:59
Rio Sena (Kiran Ridley/Getty Images)

Um homem de 23 anos foi detido

O rio Sena é destino obrigatório para os turistas parisienses. O fluxo constante de pessoas e a generosa iluminação da zona ribeirinha, em pleno coração da cidade, fazem desta uma atração geralmente considerada segura, mesmo durante a madrugada. Um incidente ocorrido nas primeiras horas do passado domingo, dia 7 de agosto, vem agora chocar a comunidade local e internacional: uma turista norte-americana foi violada numa casa de banho pública, a pouca distância da Câmara Municipal de Paris e da Catedral de Notre Dame. 

A mulher de 27 anos e o parceiro passeavam perto do Rio Sena no âmbito do evento veranil "Paris Plages", que consiste na criação temporária de praias artificiais ao longo das margens do rio. Por volta da 1:00 da manhã, a turista norte-americana afastou-se do companheiro para usar uma casa de banho pública, a pouca distância dos bares locais. As instalações surgiram há apenas seis anos, quando uma iniciativa governamental substituiu as estradas à beira-rio por percursos pedestres e ciclovias, e estariam "bem conservadas", de acordo com informações avançadas pelo The Guardian

O parceiro da mulher estranhou a demora e aproximou-se da área das casas de banho, onde ouviu alguém a chorar no interior de um cubículo. Ao abrir a porta, deparou-se com a companheira a ser sexualmente atacada por um homem. A vítima aproveitou a oportunidade para escapar e trancou o alegado violador no cubículo, com a ajuda do parceiro e de outras mulheres que se encontravam por perto. As forças de segurança foram acionadas de imediato e o agressor acabou por ser detido pelas autoridades, encontrando-se atualmente sob custódia. 

Por questões legais, tanto a identidade da vítima como a do agressor não foram reveladas. Em declarações iniciais à polícia, o detido negou a agressão e alegou ter mantido um "encontro consensual com a mulher". 

A turista recebeu tratamento médico no hospital de Pitie-Salpetrière e, depois, apresentou queixa às autoridades. Regressou posteriormente aos Estados Unidos, embora continue em contacto com as autoridades e os procuradores franceses enquanto decorrem as investigações. 

Apesar de a zona onde ocorreu o crime ser considerada segura e com movimento a qualquer hora do dia, o incidente vem reacender a discussão sobre a problemática da violência sexual em França. Em 2018, um estudo revelou que mais do que uma em cada dez mulheres francesas foi violada pelo menos uma vez. 

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