Trump diz que cinco jogadoras iranianas vão ter asilo na Austrália. Camberra não confirmou
Depois de uma Taça da Ásia de Futebol feminina muito tensa, várias jogadoras da seleção iraniana terão pedido asilo político à Austrália, onde decorreu o torneio. A equipa chegou ao evento quando Israel e os Estados Unidos iniciaram os ataques indiscriminados contra o Irão, acabando por decapitar o regime, com a morte do Aiatola Ali Khamenei.
Em protesto contra as ações das forças revolucionárias do Governo, as jogadoras permaneceram em silêncio durante o hino nacional, antes do primeiro encontro do torneio, disputado contra a Coreia do Sul. Horas depois, na televisão Estatal iraniana, elementos próximos do regime disseram que se tratava de um ato de traição nacional, especialmente em tempo de guerra.
Vários clérigos xiitas, todos da linha mais dura do regime, também criticaram as jogadoras, dizendo que tinham cometido um ato de desonra contra a República Islâmica. Ora a dura repressão das manifestações dos últimos meses, levadas a cabo por causa da crise económica e pela falta de liberdade de expressão.
Horas depois, era noticiado por uma agência de notícias próxima do Governo, a Fars, que pelo menos cinco jogadoras teriam pedido asilo político a Camberra, o que foi também mencionado pela ABC News, da Austrália.
O presidente Donald Trump, que se mostrou bastante preocupado com o assunto, começou por criticar a Austrália por não ter anunciado os pedidos de asilo, chegando a dizer que os EUA aceitariam as jogadoras. Mais tarde, o presidente dos Estados Unidos disse que tinha tido uma conversa com o primeiro-ministro da Austrália e que Anthony Albanese tinha aceitado os pedidos de asilo das jogadoras, o que não foi confirmado pelos australianos.