Tráfico de armas, escravatura, homicídio, caça de baleias. Este mural quer chamar a atenção para os crimes que acontecem nos oceanos e que ninguém vê

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Fernando Pessoa, no Porto. Depois de três anos como repórter multimédia no Jornal de Notícias deixou a cidade onde nasceu para trás, iniciando uma desafiante viagem até ao centro-sul do país, onde pretende dar continuidade ao seu trabalho. Aos 26 anos procura inserir a sua marca no universo digital da CNN portuguesa. Mulher de causas, usa a voz para combater a desinformação e o inconformismo, e conta com a ajuda de dois braços direitos: a caneta e a câmara de filmar.
9 jul, 16:38

Quem passa por Alcântara, em Lisboa, dificilmente fica indiferente aos animais marinhos e às cores chamativas que cobrem a Estação Elevatória da Rocha Conde de Óbidos. Esta pintura conta uma história de sobrevivência, e os oceanos são os grandes protagonistas. 

A pintar nas ruas há apenas cerca de dois anos, Effe - nome artístico de Filipe Ribeiro - não esperava ser contactado por um ex-jornalista do New York Times devido ao seu trabalho. Certo é que Ian Urbina precisava de um artista português, e assim que o descobriu nas redes sociais não hesitou em fazer o convite para integrar o seu novo projeto - The Outlaw Ocean Mural Project

Já com cerca de 20 artistas de diferentes nacionalidades envolvidos, a iniciativa procura chamar à atenção para os diversos crimes que ocorrem nos oceanos, mas que ninguém vê. Entre eles o tráfico de armas, a pesca ilegal, a poluição e a escravatura. Os murais retratam a interpretação de cada criador sobre as problemáticas.

The Outlaw Ocean Mural Project é apenas um dos projetos da organização não-governamental fundada por Ian Urbina, pouco depois de deixar o New York Times para se dedicar ao lado mais sombrio o alto mar. Também a música foi um dos canais que o jornalista decidiu usar como meio de comunicação para os seus trabalhos jornalísticos.

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