"Se cada um de nós usar máscara estamos a reduzir a transmissão", pede diretor do serviço de Medicina Intensiva do Hospital de São João

19 mai, 13:57

José Artur Paiva, diretor do serviço de Medicina Intensiva do Hospital de São João, no Porto, considera que neste momento a prioridade em termos de convid-19 deve "proteger os mais idosos e mais frágeis". Em declarações à CNN Portugal, o médico recorda que "o dado mais preocupante é que temos uma letalidade crescente desde o início de fevereiro, que se centra nas pessoas imunodepressivas".

Portanto, na sua opinião, deve-se "avançar rapidamente para a segunda dose de reforço nessa população", estendendo-se mesmo a todas as pessoas com mais de 65 anos.

Além disso, a segunda preocupação deveria ser "tentar reduzir a transmissão para evitar a sobrecarga do sistema e, assim, para não prejudicar a patologia não covid", diz. "O foco aqui é o diagnóstico e tornar mais fácil o acesso ao diagnóstico para que as pessoas se possam isolar."

José Artur Paiva é a favor da gratuitidade dos testes rápidos e sublinha que, apesar de não ser obrigatório, "o uso de máscara é recomendado em todos os espaços interiores coletivos em que há uma grande aglomeração de pessoas, sobretudo se estiverem presentes pessoas idosas e pessoas frágeis".

"Não creio que seja preciso retomar a obrigatoriedade da máscara, mas é preciso um plano de comunicação muito claro que leve as pessoas a perceber que se cada um de nós usar máscara voluntariamente nesses espaços, estamos a reduzir a transmissão e, portanto, a reduzir a sobrecarcaga do Serviço Nacional de Saúde", conclui.

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