Presidência do Conselho de Segurança da ONU “não garante uma posição privilegiada” à Rússia

1 abr, 15:04

André Matos considera que “ainda que esteja a decorrer um conflito armado e que esse conflito seja ilegal, a presença da Rússia no Conselho de Segurança das Nações Unidas foi uma decisão da comunidade internacional no momento em que fizeram o desenho institucional desta organização”, descaranto mais poderes para o lado russo.

A Rússia assumiu este sábado a presidência do Conselho de Segurança da ONU, função que já tinha assumido em fevereiro do ano passado, na altura em que iniciou a invasão à Ucrânia. Para o professor de Relações Internacionais, esta nova função da Rússia “pode influenciar um bocadinho no desenho da ordem de trabalhos” e na distribuição do “tempo e da dedicação do conselho em algumas matérias”, mas “do ponto de vista pragmático”, da avaliação da guerra e das condenações e nas discussões que ocorrem no âmbito do conselho de segurança, “não terá particularmente uma influência”, nem para uma “tentativa de branqueamento da imagem da Rússia”.

“Esta função não garante à Rússia uma posição privilegiada para qualquer matéria de maior relevância”, atira.

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