"Portugal está a aceitar a narrativa da extrema-direita". Catarina Martins em entrevista exclusiva à CNN Portugal
Catarina Martins, eurodeputada e antiga coordenadora do Bloco de Esquerda, afirmou numa entrevista exclusiva à CNN Portugal que a queda do partido nas eleições legislativas do último domingo “não foi de Mortágua, foi de todos”.
Sobre a subida do Chega a ex-líder dos bloquistas, defendeu que “Portugal está a aceitar a narrativa da extrema-direita”. “Prefiro uma derrota eleitoral a defender o fascismo”, acrescentou.
Sobre o caso dos despedimentos polémicos de trabalhadoras do partido que estavam grávidas, Catarina Martins assume o erro. “Foi um processo muito doloroso no Bloco de Esquerda sobre o qual dei explicações na altura e sobre o qual alterámos procedimentos internos, e em que foi pedida desculpa a uma das pessoas por um contacto que não foi feito da forma devida. Esse caso apareceu recentemente para atacar a Mariana Mortágua. Todos nós devemos reconhecer os erros e eu devo reconhecer o meu”.
“Devia ter sido eu a falar deste caso, uma vez que a Mariana Mortágua não esteve envolvida neste processo”, sublinhou ainda.