O legado, os destinos de sonho, a música que já ouve a pensar na vida depois da Presidência. Depois das revelações políticas, as confidências de Marcelo ao volante com a CNN

14 ago, 22:30

Ao volante do seu automóvel particular, numa conversa com a jornalista Anabela Neves, Marcelo Rebelo de Sousa garante que cumpre os limites de velocidade. “Presidente a conduzir acima do limite é feito em fanicos”, reage. Nas viagens longas, como esta que o leva até Viseu, o Chefe de Estado gosta de ouvir música, sobretudo temas dos anos 1990 e jazz. “Dream a Little Dream of Me” é a preferida, porque com ela vêm memórias de disputas políticas.

Marcelo Rebelo de Sousa já  tem o plano bem definido para quando deixar Belém. A começar pela primeira refeição: um bife com ovo a cavalo, batata frita e arroz, acompanhado de uma cerveja. Para quem o suceder, já num período de pós-guerra com “desafios muito grandes”, deixa o aviso: “Um Presidente fica marcado para o resto da vida”.

O “principal legado” que Marcelo Rebelo de Sousa quer deixar não é como Presidente da República mas sim como professor: quer voltar a dar aulas, sim, mas não na faculdade. O foco, aponta, está em sessões com crianças e jovens. O Chefe de Estado deseja ainda colocar temas “mais ligados” à sua idade na agenda pessoal, com ações dedicadas aos cuidados paliativos e aos cuidadores informais.

Enquanto Presidente, assumiu o papel sozinho, sem estar rodeado pela família. Marcelo Rebelo de Sousa diz que não sente falta da chamada fotografia de família. “Não, pelo contrário. Tenho um horror a isso”, responde. Nesta entrevista, reconhece que o nível de envolvência que quis imprimir ao mandato não permitiria outra postura. “Não há família que aguente isto, levando ao nível de proximidade que eu levei”, acrescenta.

“Descobri família minha, que não conhecia, desde que sou Presidente”, conta ainda. Mas é na família mais próxima, em especial nos netos, que pensa na hora em que terminarem as funções políticas: Marcelo sonha em “ver os netos a realizarem os seus objetivos”. Mas tem também as suas próprias metas e destinos de sonho: quer ir a São Petersburgo e à Amazónia.

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