Novas sanções à Rússia mostram “união em relação à guerra, mas a questão energética ainda deverá ser mais debatida”

17 dez 2022, 19:02

André Matos, professor de relações internacionais na Universidade Portucalense, considera que “a questão mais político-diplomática das sanções tem um caráter simbólico, mas muito importante da continuação do apoio à Ucrânia”, porém, salienta que a questão energética é “mais sensível”, daí terem sido aprovadas novas sanções que não contemplam um limite ao preço do gás russo.

“A questão energética levanta sempre uma maior sensibilidade dos representantes oficiais dos estados-membros e o chegar a medidas concretas torna-se mais delicado e muito mais complexo e, por esse motivo, é natural que seja uma temática que demore mais tempo e cujo consenso se realize num denominador comum mais reduzido”, diz.

No entanto, o especialista destaca que a aprovação de novas sanções demonstram “união em relação à guerra, mas a questão energética ainda deverá ser mais debatida”.

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