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Médicos Sem Fronteiras à CNN: problema dos deslocados no Líbano está fora de controlo

18 mar, 20:56

Mais de um milhão de pessoas são agora deslocadas internas no Líbano, por causa dos ataques de Israel no sul do país e nos subúrbios a sul da capital. Ainda assim, também foram bombardeadas áreas no leste. Israel diz que o objetivo é a eliminação total das infraestruturas do Hezbollah, que lançou novos ataques sobre o norte da Galileia, depois dos EUA e Israel terem assassinado o Aiatola Supremo do Irão, Ali Khamenei, dia 28 de fevereiro.

Entre os confrontos e as respostas muito violentas do exército de Israel, está uma população civil que a organização Médicos Sem Fronteiras considera particularmente vulnerável. Diego Barragán é gestor de atividades médicas no terreno. Falou com a CNN Portugal a partir de Beirute, onde diz que se acumulam deslocados que dependem totalmente da ajuda humanitária. 

"Cada vez mais há deslocados, estamos a falar de pelo menos um milhão de deslocados que foram contados de forma oficial. Pode ser que o número seja muito maior," disse Barragán à CNN Portugal.

O agente da Médicos Sem Fronteiras disse ainda que há uma penúria de bens relacionados com a saúde e que há cada vez mais necessidade dos mesmos.  "Acessos aos serviços médicos. As pessoas estão a chegar a refúgios, como a locais como escolas, que estão a ser transformados como refúgios."

A respeito do setor da saúde, Barragán diz que fazem o que têm como é possível.

(Há) "muitas doenças, por exemplo doenças de pele diarreias, problemas médicos, especialmente básicos, que muitas pessoas têm, como diabete, pressão alta, asma..."

A MSF diz que é preciso continuar com o envio de bens e que toda a recolha de fundos deve ter em conta o grau de urgência muito elevado com que se necessita de bens relacionados com a saúde, incluindo equipamentos para os hospitais. 

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