Médicos Sem Fronteiras à CNN: problema dos deslocados no Líbano está fora de controlo
Mais de um milhão de pessoas são agora deslocadas internas no Líbano, por causa dos ataques de Israel no sul do país e nos subúrbios a sul da capital. Ainda assim, também foram bombardeadas áreas no leste. Israel diz que o objetivo é a eliminação total das infraestruturas do Hezbollah, que lançou novos ataques sobre o norte da Galileia, depois dos EUA e Israel terem assassinado o Aiatola Supremo do Irão, Ali Khamenei, dia 28 de fevereiro.
Entre os confrontos e as respostas muito violentas do exército de Israel, está uma população civil que a organização Médicos Sem Fronteiras considera particularmente vulnerável. Diego Barragán é gestor de atividades médicas no terreno. Falou com a CNN Portugal a partir de Beirute, onde diz que se acumulam deslocados que dependem totalmente da ajuda humanitária.
"Cada vez mais há deslocados, estamos a falar de pelo menos um milhão de deslocados que foram contados de forma oficial. Pode ser que o número seja muito maior," disse Barragán à CNN Portugal.
O agente da Médicos Sem Fronteiras disse ainda que há uma penúria de bens relacionados com a saúde e que há cada vez mais necessidade dos mesmos. "Acessos aos serviços médicos. As pessoas estão a chegar a refúgios, como a locais como escolas, que estão a ser transformados como refúgios."
A respeito do setor da saúde, Barragán diz que fazem o que têm como é possível.
(Há) "muitas doenças, por exemplo doenças de pele diarreias, problemas médicos, especialmente básicos, que muitas pessoas têm, como diabete, pressão alta, asma..."
A MSF diz que é preciso continuar com o envio de bens e que toda a recolha de fundos deve ter em conta o grau de urgência muito elevado com que se necessita de bens relacionados com a saúde, incluindo equipamentos para os hospitais.