“Jerónimo de Sousa estava a conseguir quebrar a orfandade que o PCP sente desde que Álvaro Cunhal saiu de cena”

6 nov, 15:55

José Filipe Pinto analisa a saída de Jerónimo de Sousa da liderança do Partido Comunista. O politólogo e professor catedrático da Universidade Lusófona lamenta que a decisão tenha a ver com questões de saúde, mas destaca que “também a ação política acaba por ter prazo de validade”.

Para o especialista, “Jerónimo de Sousa estava a conseguir quebrar a orfandade que o PCP sente desde que Álvaro Cunhal saiu de cena”, embora destaque que, de momento, o partido está dividido em dois. “Há duas posições no PCP, uma que continua ainda a acreditar em ‘amanhãs que cantam’ em russo, como se a União Soviética não se tivesse desmantelado em 1991. E há uma outra vertente de adaptação à realidade”, explica.

Jerónimo de Sousa, diz o politólogo, “percebeu que em Portugal havia desde o 25 de abril algo impensável para muitos analistas, a possibilidade do PCP viabilizar um governo do PS sem o integrar. Jerónimo de Sousa conseguiu dar esse passo, mas teve um preço, parte do partido o abandonou”.

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