“Interpretar um personagem do Norte, da mesma parte do mundo onde nasci e fui criado, foi muito especial.” Alexander Skarsgård é o novo viking do Cinema

22 abr, 13:22

O mundo viking mais realista do que nunca: é a proposta do thriller épico que chega esta semana aos cinemas de todo o País. À CNN Portugal, o protagonista diz que está orgulhoso do que fez. Não só porque partilha a origem nórdica do personagem, mas também porque esteve envolvido no projeto desde o início.

Este parece ser o filme mais difícil que alguma vez fez. Foi?
Foi uma grande aventura, sim. Muitos aspetos foram física e mentalmente bastante desafiantes.

Quando nos conhecemos, em 2016, fiquei muito impressionado com sua transformação física para interpretar o Tarzan em “A Lenda do Tarzan”. Desta vez, elevou-se a outro nível, não foi?
Amleth, o personagem que interpreto, tem um nome nórdico que significa urso lobo. Quando ele se transforma, no início do filme, de humano para um estado mais animalesco, torna-se um híbrido de urso e lobo. Sou naturalmente bastante magro. Quis ficar mais entroncado, mais parecido com um urso, acho.

Do ponto de vista da interpretação, até que ponto foi recompensador o papel desse príncipe numa missão de vingança?
Foi um sonho que se tornou realidade. Tenho tido a sorte de interpretar muitos personagens diferentes de muitas origens diferentes. Mas, claro, interpretar um personagem do Norte, da mesma parte do mundo onde nasci e fui criado, foi muito especial.

O argumento é baseado no mesmo conto nórdico que inspirou Shakespeare em “Hamlet”. Mas a perspetiva do mundo viking é totalmente diferente, certo?
Sim, é baseado numa história do século XII na qual, como mencionou, o Shakespeare baseou o “Hamlet”. A estrutura familiar é semelhante, é sobre um homem que quer vingar a morte do pai pelo seu tio… Mas, para além disso, diria que é muito diferente.

Este filme marca a sua segunda colaboração com a Nicole Kidman. Como foi esse reencontro?
Extraordinário! A nosso primeiro projeto, a minissérie “Big Little Lies”, foi muito difícil de filmar, emocional e fisicamente, por causa da natureza daquela relação (conjugal). Mas trabalhar com a Nicole foi um sonho absoluto. Quando terminámos, dissemos um ao outro que seria maravilhoso se encontrássemos outra coisa para fazermos juntos. Quando o Sjón e o Robert Eggers escreveram o primeiro rascunho de “O Homem do Norte”, liguei à Nicole a perguntar se queria interpretar a rainha Gudrún (mãe de Amleth). Tivemos muita sorte e ficámos obviamente entusiasmados, quando ela disse que sim.

Já conseguiu tanto na sua carreira de ator. Como olha para esse percurso, até agora?
Provavelmente, já me posso reformar… (riso) Tem sido uma boa corrida. Tenho sido muito afortunado, incrivelmente afortunado… E “O Homem do Norte” é um filme especial para mim… Como ator, não fazemos parte do processo da escrita, não nos envolvemos na pós-produção, na montagem… Chegamos quando o argumento está fechado e pronto a filmar. Filmamos, terminamos e seguimos em frente. Fazer parte de um projeto desde a sua génese, como foi o caso deste, é realmente especial. Foram muitos anos de produção, até estar finalmente aqui sentado. É bastante emocional, sim.

“O Homem do Norte”, realizado por Robert Eggers, é a estreia da semana em 52 salas de todo o país. 

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