Instabilidade nos serviços de urgência causa "insegurança, perturbação e ansiedade" nas populações, diz Adalberto Campos Fernandes

28 jul, 17:47

"Enquanto médico e enquanto cidadão, acho que esta solução da aplicação e do site é uma má solução. Um ponto de urgência não é um serviço que possa estar on/off, que possa estar a abrir de manhã e a fechar à tarde. Nós não estamos a falar de uma função comercial ou de uma função de serviços, estamos a falar de um ponto de rede de urgências", afirma o comentador da CNN Portugal Adalberto Campos Fernandes.

"Um serviço de urgência gera na população um compromisso e uma responsabilidade por parte do estado. É um serviço de porta aberta e que tem de funcionar em prontidão. É absurdo dizer que se gere o acesso a um serviço de urgência de obstetrícia indo consultar um site como se consulta ou outro tipo de serviços", afirma.

Segundo este especialista em administração na saúde, que foi ministro da Saúde entre 2015 e 2018, não saber quais as urgências que estão a funcionar pode causar " inseguração, perturbação e ansiedade" nas populações, sobretudo entre as grávidas. "No limite, se não há condições para constituir equipa, então será preferível que num período determinado se feche a urgência, durante um mês por exemplo, e que se diga que as grávidas daquela região vão ser transferidas para um hospital definido, e bem claramente definido."

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