Incêndios poupam serras da Madeira e não é por acaso. Drones militares na linha de combate

15 jul, 15:30

As serras madeirenses têm sido poupadas a incêndios e não é por acaso. O controle dos fogos está a ser feito desde o ar, com recurso a tecnologia de ponta. São seis os drones militares na linha da frente do plano de combate a incêndios, drones ao serviço do Comando Operacional da Madeira (COM), a agir no âmbito de ações de vigilância e dissuasão, em apoio à Polícia Florestal. São os únicos na Região Autónoma da Madeira equipados com câmaras térmicas e câmaras de visão noturna. 

O operador de drones, o 1.º sargento Carlos Pinto, garantiu à TVI/ CNN Portugal que estes drones são “uma mais-valia porque não põem em causa a vida humana e permitem, num curto espaço de tempo, ter visibilidade, mesmo com condições atmosféricas adversas, ter maior eficácia e servem também de elemento dissuasor para eventuais incendiários”.

Cada drone conta com o apoio de dois militares do Núcleo de Iniciação à Operação e Experimentação de Sistemas Aéreos Não-Tripulados do COM. Outra vantagem na utilização destes drones é que, dependendo o tipo de ação, podem ou não ser avistados. “Se for uma operação dissuasora queremos que nos vejam, se for uma operação de vigilância temos um modo tático e ninguém nos vê.” Noite e dia, estão 24 horas de serviço. “Conseguimos ter uma autonomia enorme em termos de operação, conseguimos estar sempre operacionais.”

No ano passado, no âmbito do quadro de Apoio Militar a Emergências Civis, o Comando Operacional da Madeira enviou para o continente três drones e os respectivos operadores. A equipa do COM apoiou as patrulhas terrestres das Forças Armadas, reforçando a sua capacidade de resposta durante a vaga de calor.

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