Incêndios. Ministro assume "momento muito crítico" para o país com riscos "além do que era conhecido"

11 jul, 21:57

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro destaca as temperaturas elevadíssimas - que em alguns locais vão chegar aos 47.ºC - mas também a presença de trovoadas secas, baixa humidade e ventos que podem ir dos 30 aos 60 km/h. “Qualquer distração pode originar um grande incêndio.”

O ministro garante que o sistema de proteção civil tem “os recursos em prontidão” e, questionado sobre qual a estrutura de proteção que será considerada o elo mais fraco de momento, refere apenas a “especial exigência” dos fatores naturais, lembrando ainda que 50% das causas de incêndios correspondem a intervenção humana.

Sobre o quadro jurídico - e confrontado ainda com a vontade do Chega de equiparar incendiários a terroristas -, José Luís Carneiro sublinha que o quadro legal e penal existente “é suficiente”. O ministro aponta também para a subida do número de detenções por fogo posto, referindo que em 2021 houve 21 detidos e que, neste ano, o número já subiu para 50, existindo também mais de 500 suspeitos.

Já sobre aquilo que o país tem hoje que não tinha durante a tragédia de Pedrógão Grande, o detentor da Pasta da Administração Interna sublinha dois níveis, incluindo uma melhor coordenação e um maior investimento nos meios da Proteção Civil. “Reforçámos em mais de 120% o investimento no sistema nacional da Proteção Civil”

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