Global com Paulo Portas: "Em qualquer cenário, haverá amigos de Putin" no governo italiano

25 set, 22:26

Itália foi a votos este domingo e, na altura da emissão do comentário semanal de Paulo Portas, a única certeza era de que as eleições irão trazer "diferenças substanciais" para o governo italiano.

"O gene da instabilidade permanecerá" no país, argumenta Paulo Portas. E a Europa também não ficará imune: "a Europa, que já tem um problema com a Hungria, pode vir a ter outro".

Giorgia Meloni, a líder do partido de extrema-direita Irmãos de Itália e o nome que as sondagens indicam que irá vencer as eleições, afirmou durante a campanha que continuaria a linha da UE e da NATO, mas, lembra o antigo ministro da defesa, "é fã de Órban".

Mobilização parcial de Putin é "confissão de fracasso"

A declaração de Putin ao país, no início da semana, em que anunciou a mobilização parcial dos seus cidadãos mostra que a invasão não está a correr "como Putin julgava que ia correr", defende Paulo Portas.

Também na sociedade russa pode haver uma mudança: se antes podiam "olhar para o lado" e ignora a guerra, agora são obrigados a lidar com o conflito e a ver os seus filhos e netos a serem enviados para a frente de batalha.

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