Estes vídeos provocam calafrios (bons) e arrepios na nuca, mas só em algumas pessoas

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Fernando Pessoa, no Porto. Depois de três anos como repórter multimédia no Jornal de Notícias deixou a cidade onde nasceu para trás, iniciando uma desafiante viagem até ao centro-sul do país, onde pretende dar continuidade ao seu trabalho. Aos 26 anos procura inserir a sua marca no universo digital da CNN portuguesa. Mulher de causas, usa a voz para combater a desinformação e o inconformismo, e conta com a ajuda de dois braços direitos: a caneta e a câmara de filmar.
14 mai, 17:00

Sussurros, barulhos de pessoas a comer, toques em superfícies. À primeira vista, os vídeos podem parecer estranhos para quem não sente "cócegas no cérebro" ou até um "orgasmo mental" com estes sons, mas eles já conquistaram milhões de seguidores no YouTube.

Ainda não se sabe porque algumas pessoas reagem a estes vídeos e outras não, mas o fenómeno tem um nome: ASMR, que quer dizer "resposta sensorial autónoma do meridiano". 

Um estudo realizado por investigadores da Universidade de Northumbria, no Reino Unido, intitulado “Desconstruindo o formigueiro: Investigando a associação entre a resposta sensorial autónoma do meridiano (ASMR), neuroticismo e ansiedade de traço e estado” explica que as pessoas que sofrem de transtorno de ansiedade são quem mais beneficia dos resultados desta técnica, com sensações de relaxamento, alívio de sintomas de stress e maior facilidade em adormecer.

Relatos de quem experimenta a ASMR dão conta de calafrios e arrepios na nuca, couro cabeludo, podendo inclusivamente manifestar-se em partes diferentes do corpo.

É, geralmente, uma experiência vivida individualmente e os criadores dizem que cresceu durante o confinamento. Fomos conhecer dois portugueses que se destacam no ASMR - Madame Butterfly e Capitão aos Molhos.

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