"Estamos habituados a ver a cultura como a perna mais curtinha da política"

25 mai, 00:13

"Estamos habituados a ver a cultura e as artes a serem a perna mais curta do aparelho político e uma das discussões e reivindicações mais acesas que temos é 1% do Orçamento de Estado para a cultura. Portanto sentimos que estamos sempre a rapar o fundo do tacho e a discutir por migalhas", diz Martim Sousa Tavares no momento em que recebeu o prémio Carlos Magno para a Juventude 2022. 

O maestro diz que "o reconhecimento vindo do topo, vindo de uma organização como é o Parlamento Europeu, dá-nos uma força negocial extra e mais credibilidade".

E conclui: "O que nós fazemos não é só tocar música agradável para as pessoas passarem uma hora bem passada. É muito mais do que isso. A cultura é cidadania e todas as artes são educação, tudo isto está ligado. Se queremos melhores cidadãos, mais bem informados no momento de votar e mais solidários uns com os outros a participação cultural é fundamental e está consagrada na nossa constituição. Portanto, não estamos a fazer mais do que o nosso dever."

 

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