Envio de armamento pesado do Ocidente para a Ucrânia "não é um grande sinal quanto ao futuro da evolução da guerra depois do inverno"

15 jan, 22:20

No Global desta semana, Paulo Portas começa por analisar o mecanismo de escrutínio do Governo, um sistema que, segundo o comentador, "terá a vantagem de dissuadir o chique-espertismo", na medida em que fará com que candidatos a governantes "pensarão duas vezes" antes de assumir os respetivos cargos.

Contudo, o questionário que terá de ser preenchido pelos futuros ministros e secretários de Estado do Governo inclui perguntas "sem resposta exata", o que, na pespetiva do comentador, vai resultar numa "avaliação muito aleatória".

Paulo Portas acredita que este sistema tem prazo de validade. "Só dura até à primeira fuga de informação", indica, acrescentando que tal pode acontecer "ou por descuido do Governo ou por reação de uma pessoa que tenha sido convidada e indevidamente avaliada".

O comentador destacou ainda os juros da dívida pública, cujo custo a prazo mais longo triplicou num ano. "Agora pagámos 3,7%, quando em janeiro de 2021 tínhamos pago 1% e em janeiro de 2022, 1,2%. Ou seja, triplicou no espaço de um ano", aponta.

"As coisas não estão fáceis nem para orçamentos das familias, nem para os orçamentos das empresas, nem para os orçamentos do Estado", adverte.

Paulo Portas destaca ainda o abrandamento da inflação dos EUA, que se situa agora nos 6,5%, "o melhor número mensal em 14 meses". Biden tem assim motivos para estar satisfeito, ainda que esta tenha sido uma semana negra para o presidente dos EUA, depois de terem sido encontrados mais documentos confidenciais em sua casa. "Biden colocou-se na situação que criticou a Donald Trump", aponta o comentador.

O comentador analisa ainda os mais recentes desenvolvimentos da guerra na Ucrânia, nomeadamente as mudanças no comando militar da Rússia e o envio de tanques ingleses para a Ucrânia.

 

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