É preciso definir qual será o combustível do futuro dos navios. A indefinição "condiciona a construção de navios"
Duarte Rodrigues, COO e administrador do Grupo Sousa e da GS Lines, refere que o país está a caminhar no sentido certo da descarbonização, ainda que haja alguns problemas. "Temos muita vontade em construir navios novos, mas, desde logo, coloca-se a questão que combustível será aquele do futuro?".
Jorge Antunes, CEO da Tecnoveritas, destaca que ao nível da engenharia naval, o país encontra-se num momento de aprendizagem sobre qual será o combustível do futuro. "Sabe-se, no entanto, que a frota mundial tem uma média de idade superior a 15 anos". "Estes navios vão andar por aí durante alguns anos".
Já Tiago Martins, responsável do grupo ETE, sublinha que está em curso um "projeto estruturante" e que vai mudar o paradigma do setor em Lisboa. "O projeto vai permitir tirar cerca de 400 camiões por dia, ou mil toneladas de Co2 de Lisboa através de um terminal em Castanheira do Ribatejo".
Também Rui Morgado, Diretor da Mutualista – Bensaude, aponta que "não é possível pensar num navio totalmente descarbonizado se depois não existe como o abastecer para ele se poder movimentar".
