Cotrim de Figueiredo muniu-se de "slides" e António Costa partilhou um sonho. O debate em três minutos

Coordenadora Multimédia CNN Digital
15 jan, 01:59

O presidente da Iniciativa Liberal tem iniciado todos os debates com a mesma frase: "o liberalismo funciona e faz falta". E, para a conversa com António Costa, prometeu também bater o recorde de "slides" que imprimiu para ilustrar os seus argumentos: Portugal só cresceu acima da média da União Europeia entre 2017 e 2019, como proclama Costa, porque a própria União estava "deprimida", a taxa única proposta pelo seu partido não é inconstitucional e é progressiva, os impostos sobre os rendimentos são altos em Portugal.

Do outro lado da mesa, um António Costa bastante descontraído e sorridente ia contrariando os argumentos liberais de Cotrim de Figueiredo. "Ainda bem que não são taxados os slides", começou por brincar o secretário-geral do Partido Socialista. "Eu não venho armado com slides, basta a realidade", esclareceu pouco depois. E a realidade, para António Costa, é um Orçamento para 2022 pronto a apresentar e que apresenta uma diminuição do IRS para as famílias e para os jovens ainda este ano, e uma política que estimule o aumento geral dos salários.

O debate continuou por temas como a Segurança Social - Cotrim de Figueiredo apontou o actual sistema como sendo limitado e estando em risco de ficar sem fundos, Costa, pelo contrário, sublinhou que a proposta da IL "deixa desprotegidas as poupanças" dos contribuintes e pensionistas - e quando se falava de uma proposta de reflexão sobre a redução da semana de trabalho para quatro dias (uma medida incluída no programa do PS), António Costa citou as "empresas mais modernas" que estão a procurar modelos de flexibilização do tempo de trabalho e confessou ser "muito liberal" nesta matéria, no que pareceu estar de acordo com Cotrim de Figueiredo. "Há esperança", concluiu o liberal.
 

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