B+ Summit | Há "medo de decidir" em Portugal, onde é preciso "arrojo" no quadro fiscal
Assunção Cristas defende que há “medo de decidir” em Portugal, o que contribui para não captar ou atrasar investimentos. E insiste que é necessário “arrojo” em relação ao quadro fiscal.
Mesmo com a entrada da tecnologia nos processos de decisão, a antiga ministra considerou que “há um problema na administração pública que se tem agravado com o tempo: há muito medo de decidir”.
“O quadro fiscal é importante. Aí é preciso haver esse arrojo”, notou ainda a jurista e ex-Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território na sessão “Portugal: uma estratégia para a independência energética” da B+ Summit.
Cristas reagia ao cenário traçado por Luís Rebelo, Policy Manager na Cleantech for Iberia, plataforma que reúne empresas e organizações em matéria de energia limpa em Portugal e Espanha.
Este responsável lamentou a “dimensão do capital e a capital burocrática”, para defender que Portugal tem de “tratar melhor o capital privado”. E deu o exemplo de um investidor sueco, que está a investir na energia das ondas, “com imensos problemas de contacto, até com a administração pública portuguesa, para obter respostas e aprovações”. E de um outro projeto que já foi rejeitado “oito vezes”, levantando-se sempre temas diferentes.