Ataque a fábrica onde são produzidos os mísseis neptune não seria apenas uma vingança, “mais do que isso, teria um caráter simbólico” para os russos

16 abr, 18:21

Segundo o general Isidro Morais Pereira, ex-representante militar da NATO na Europa, “é de esperar um intensificar” dos ataques russos, estando prevista uma segunda investida “no Donbass, para poder levar de vencida a resistência ucraniana, que se encontra fortemente entrincheirada.

Mas há pontos estratégicos, em particular um, que podem ser do interesse da Rússia, sobretudo numa ótica de vingança.

“É habitual enfraquecer o dispositivo militar do adversário”, começa por dizer o general Isidro Morais Pereira, dando como exemplos “tudo aquilo que são áreas e pontos sensíveis, destacando possíveis depósitos de munições, de combustíveis e de equipamento militar e, inclusivamente, fábricas onde equipamento militar pode ser produzido e utilizado mais tarde em apoio das operações, são tudo áreas que são objeto habitual de ataque”.

E é este último ponto aquele que eventualmente poderá estar a captar mais a atenção das forças russas. “A fábrica onde poderiam ser produzidos os mísseis neptune, tem, mais do que isso, um caráter simbólico, uma vez que o famoso cruzador Moskva, a joia da coroa da frota do Mar Negro, terá sido afundado por dois destes mísseis”.

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