Amnistia Internacional resgata duas refugiadas ucranianas em Rio Maior por suspeita de exploração laboral

4 jun, 15:30

Pedro Neto, diretor executivo da Amnistia Internacional, conta à CNN Portugal o caso de refugiadas ucranianas que partiram da Polónia rumo a Portugal. Em busca de uma nova vida, assinaram um contrato de trabalho que, ao que tudo indica, será de exploração laboral.

As refugiadas iriam trabalhar numa fábrica e tinham um contrato de exclusividade cujo horário, embora aparentasse ser normal, abria caminho a que sempre que a entidade empregadora necessitasse, as trabalhadoras fossem chamadas, não podendo recusar. Para além disso, o senhorio da habitação onde iriam ficar seria a entidade empregadora.

Estas condições não são ilegais, no entanto, abrem portas a abusos e não estabeleciam qual seria a remuneração.

A Amnistia Internacional denunciou o caso às autoridades, sendo que as refugiadas foram relocalizadas com a ajuda do Serviço Jesuíta para Refugiados e da câmara de Cascais.

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