Menos voos e mais caros: Ryanair lança aviso que pode ter impacto já no inverno

Ontem às 08:35
Ryanair (Mindaugas Kulbis/ AP)
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Companhia aérea avisa que há operadores de mercado que vão "lutar para manter a capacidade ou até sobreviver"

A guerra que ia durar umas semanas já vai em seis meses e não há mercado que aguente, em especial o mercado do combustível de aviação.

Com os preços constantemente em máximos, o produto está a encarecer os custos das companhias aéreas, que vão tomando medidas a conta-gotas para fazerem face à flutuação do mercado.

É o caso da Ryanair, que já veio avisar que os custos dos seus voos devem subir em breve, já que não há nenhuma perspetiva de um fim total da guerra e da estabilização do preço do petróleo.

Em paralelo, a companhia aérea low-cost também admite cortar as ligações que tem previstas para este inverno. No fundo, a conta é fácil: menos voos e mais caros.

"Caso os preços elevados do petróleo se mantenham até ao verão de 2027, a Ryanair acredita que as tarifas aéreas de curta distância na Europa aumentarão consideravelmente para refletir a subida dos preços do petróleo, uma vez que alguns concorrentes com menor proteção cambial terão dificuldades em manter a capacidade ou mesmo sobreviver à próxima época de inverno", afirmou a Ryanair.

O anúncio chegou na forma de um “corte-único na programação de inverno” que visa limitar as perdas e reduzir a meta de passageiros em dois milhões, de 216 para 214. O exemplo mais concreto desses efeitos até agora é a retirada de cinco aeronaves do aeroporto de Charleroi, na Bélgica, sendo que também foram cortados dois milhões de lugares que a Ryanair tinha previsto para o inverno de 2026 e o verão de 2027 em Bruxelas.

Os preços também vão subir, nomeadamente se não houver um controlo do mercado petrolífero à medida que nos vamos aproximando de 2027.

O preço médio do combustível para aviação, o chamado jet fuel, está já 8,2% mais caro do que há um mês, sendo que a diferença anual é de uns impressionantes 74,2%. Quer isto dizer que o barril está a custar cerca de 156 dólares, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo.

Como quase toda a economia global, também este setor está dependente do evoluir da guerra no Irão, sobretudo do seu fim total, mas os prenúncios não são os melhores.

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