Número de mortos após sismos na Venezuela ultrapassa 4.500

Agência Lusa
13 jul, 22:52
Força Operacional Conjunta Portuguesa (FOCON) presta ajuda depois dos fortes sismos na Venezuela a 29 de junho. Instagram: Soldados da Paz
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Apesar do aumento de vítimas fatais, a quantidade de feridos continua em 16.740

O número de mortos pelo duplo sismo que atingiu a Venezuela em 24 de junho ultrapassou os 4.500, segundo os mais recentes dados oficiais divulgados esta segunda-feira pelas autoridades venezuelanas.

De acordo com o relatório oficial divulgado na rede social Telegram pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o número de mortos é agora de 4.561, mantendo-se o número de feridos inalterado em 16.740.

O anterior número de mortos, segundo o balanço de domingo, era de 4.490.

Destes, 114 mortos são cidadãos portugueses e lusodescendentes, havendo ainda 54 desaparecidos, segundo dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros português divulgados no domingo.

As autoridades não referiram o número total de desaparecidos. A ONU estimou que este número poderia chegar aos 50.000, dois dias após o desastre. Algumas projeções sugerem um número mais próximo de 10.000, noticiou a agência France-Presse (AFP).

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Mais de 20.200 pessoas estão sem casa e a viver nestes abrigos improvisados, segundo o relatório oficial.

Equipas de resgate venezuelanas e estrangeiras continuam a tentar recuperar corpos soterrados sob os escombros.

De acordo com o Governo, mais de 850 edifícios foram afetados e 190 ruíram por completo.

Número de portugueses e lusodescendentes mortos sobe para 116

O número de portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela em 24 de junho aumentou para 116 e o número de desaparecidos diminuiu para 53, anunciou esta segunda-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Entre os 116 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos, dos quais 99 tinham também a nacionalidade venezuelana, contam-se 22 crianças e 94 adultos, acrescentou o MNE.

O anterior balanço, divulgado no domingo, contabilizava 114 portugueses e lusodescendentes mortos e 54 desaparecidos ou incontactáveis.

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