Força Operacional Conjunta Portuguesa (FOCON) tinha localizado o sobrevivente na segunda-feira. Ministro da Administração Interna diz que houve outras equipas internacionais que não acreditaram que pudesse haver ali algum sobrevivente
A equipa portuguesa destacada para a Venezuela conseguiu resgatar esta quinta-feira uma vítima que permanecia soterrada há sete dias, testemunhou o enviado especial da CNN Portugal ao país.
O salvamento de Hernán Alberto Gil foi alcançado “depois de várias equipas terem abandonado” a vítima, adiantou horas antes o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, José Manuel Moura, à CNN Portugal, por considerarem que a situação era demasiado complexa já que "a vítima estava numa situação muito difícil de extração".
A mesma informação foi partilhada pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves. “Estávamos a trabalhar neste cenário há três dias, depois de outros não terem acreditado. Foram os nossos cães e os sonares que o detetaram”, explicou Luís Neves durante a CNN Summit.
Quando a equipa falou em Portugal, as primeiras palavras da pessoa foram ‘CR7’”, contou ainda o ministro, dizendo ainda que contactou o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, para que o episódio fosse contado a Cristiano Ronaldo.
A Força Operacional Conjunta Portuguesa (FOCON) tinha localizado o sobrevivente na segunda-feira, nos escombros da terceira cave de um edifício de oito andares em Catia La Mar, no estado venezuelano de La Guaira, na sequência dos violentos sismos que atingiram o país.
A vítima, de 44 anos e 47 quilos, de acordo com o ministro da Administração Interna, era segurança do empreendimento e poderá ser lusodescendente, depois de ter proferido "CR7". Encontrava-se desde então a receber alimentação e assistência médica no local, enquanto as operações de busca e salvamento continuavam.
Porque ninguém pode ficar esquecido”, sublinhou a Força Operacional Conjunta Portuguesa (FOCON), na segunda-feira, numa mensagem divulgada nas redes sociais, onde destacava o espírito de missão que tem marcado a atuação da equipa portuguesa no terreno.
Após o resgate, foi visivelmente emocionado que o comandante da Proteção Civil Hugo Santos fez um balanço da operação ao enviado especial Sérgio Furtado. "Acreditámos que íamos conseguir. E está aqui a prova", disse com a voz embargada.
Até ao momento, foram já confirmados 2.295 o número de mortos na Venezuela, 79 são portugueses e lusodescendentes.
