O estado de La Guaira, na costa norte da Venezuela, sofreu danos mais extensos, tendo sido declarado zona de calamidade
Pelo menos 164 pessoas morreram e quase mil ficaram feridas na sequência dos dois fortes sismos que atingiram a Venezuela na tarde de quarta-feira, anunciou a presidente interina do país, Delcy Rodríguez.
Num primeiro balanço, a presidente interina deu conta de 32 mortos e mais de 700 feridos.
Os abalos, com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala de Richter, provocaram extensos danos materiais, com edifícios destruídos na capital venezuelana e a suspensão de operações no principal aeroporto do país. Além dos dois grandes sismos, foram registadas cerca de 20 réplicas.
Tenemos un objetivo central y esencial: salvar vidas en unión nacional, unidos vamos a superar esta tragedia. pic.twitter.com/OXlmrKZo9m
— Delcy Rodríguez (@delcyrodriguezv) June 25, 2026
Já o estado de La Guaira, na costa norte da Venezuela, sofreu danos mais extensos, tendo sido declarado zona de calamidade.
"Podemos dizer que a situação em La Guaira é uma verdadeira tragédia", referiu Delcy Rodríguez aos jornalistas.
Perante a dimensão dos danos, a presidente do país declarou poucas horas depois do sucedido, o estado de emergência na Venezuela. Num discurso transmitido pela televisão estatal, a presidente interina afirmou que o país enfrenta uma situação de grande impacto e lamentou as vítimas mortais que deixaram famílias em luto.
Rodríguez revelou ainda que equipas de resgate de outros países iriam chegar à Venezuela nas horas seguintes para apoiar as operações de resposta. Durante o discurso, a presidente interina agradeceu também ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela oferta de ajuda após os sismos.
