Dois grandes sismos sentidos na Venezuela. Já há mortos confirmados
As primeiras imagens da destruição na Venezuela após grande sismo
As imagens dos danos após dois grandes sismos na Venezuela
Há já relatos de vários feridos e danos nas estruturas do país
Um forte sismo abalou a Venezuela esta quarta-feira pelas 18:00 locais, quando o relógio batia nas 23:00 em Portugal continental. O sistema geológico dos Estados Unidos, o USGS, dá conta de um abalo de 7,2 na escala de Richter com uma réplica mais forte, de 7,5. Os sismos motivaram um alerta de tsunami para Porto Rico e Ilhas Virgens, territórios norte-americanos. O alerta foi entretanto retirado.
Para já, ainda não há qualquer balanço oficial de vítimas e danos materiais, embora a presidente interina do país já tenha vindo lamentar a existência de mortos, ainda que sem dizer quanto. Nesse mesmo anúncio Delcy Rodríguez aproveitou para declarar estado de emergência.
O ministro da Administração Interna da Venezuela, Diosdado Cabello, confirmou na televisão nacional o desabamento de vários edifícios na capital. O jornal venezuelano El Diario avança, por seu turno, que há "múltiplas pessoas feridas" na cidade de Guatire, no estado de Miranda.
"Percebemos que algumas pessoas podem estar desesperadas, mas estamos a agir de acordo com os protocolos para ativar os esforços de ajuda e resgate para ajudar aqueles que mais precisam”, acrescentou Diosdado Cabello na televisão estatal.
“Tenham muito cuidado com as crianças e os idosos; telefonem uns aos outros e verifiquem se ninguém ficou ferido.”
Já o Ministério da Comunicação e Informação anunciou que o país colocou em ação as forças de segurança para responder a emergências. O comunicado indica que "muitas estruturas correm o risco de ruir", havendo já autorização para cortar o gás a certos edifícios "como medida preventiva", pelo menos até serem avaliados todos os danos.
O sismo foi sentido em vários estados do país, incluindo Yaracuy, Lara, Mérida, Aragua, Carabobo, La Guaira e Miranda, além da da capital, Caracas.
O autarca de Chacao, um município a este de Caracas, foi o primeiro a admitir a existência de vítimas mortais. Em declarações à Globovision, Gustavo Duque admitiu o colapso de dois edifícios, tendo sido retiradas 16 pessoas com vida. Sem avançar números, confirmou apenas que há mortos.
Mais concreto foi o autarca de Baruta, também nos arredores de Caracas, que confirmou a morte de três pessoas. Darwin González admitiu ainda que o número pode não ficar por aí.
Alerta vermelho dos EUA
O USGS afirma que, com base nos dados de sismos anteriores e tendo em conta o tipo de estruturas do país, pode esperar-se um desastre alargado com várias vítimas e danos extensos.
"De um modo geral, a população desta região reside em estruturas vulneráveis aos tremores sísmicos, embora existam construções resistentes. Os tipos de construção vulneráveis predominantes são a alvenaria de tijolo sem reforço e os blocos", pode ler-se no aviso publicado no site do serviço norte-americano.
"Há alerta vermelho para mortes e prejuízos económicos relacionados com o tremor. É provável que haja um grande número de vítimas e danos extensos, e o desastre é provavelmente generalizado. Os alertas vermelhos anteriores exigiram uma resposta nacional ou internacional", acrescenta o mesmo serviço.
O USGS indica ainda que o sismo foi sentido na intensidade IX da escala de Mercalli numa zona onde residem mais de 100 mil pessoas. Trata-se da segunda escala mais grave, e que prevê um abalo "violento".
A agência Reuters dá conta de que vários cidadãos fugiram dos edifícios em que estavam para evitarem consequências, havendo relatos e imagens que mostram rachas em vários prédios.
Minutos depois do abalo na Venezuela foi registado novo sismo, desta vez no Japão, e com 6,9 na escala de Richter, também segundo o USGS. Apesar da magnitude elevada, não há qualquer alerta de tsunami emitido, avança a agência Kyodo.
O sismo atingiu a prefeitura de Aomori pelas 07:30 locais, quando eram 23:30 em Portugal continental.
