Venezuela anuncia libertação de um "número significativo" de prisioneiros

8 jan, 18:00
Protestos em Caracas pela libertação de prisioneiros, em novembro de 2025 (AP)

Cinco espanhóis já foram libertados

Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, anunciou que um número significativo de prisioneiros estrangeiros e venezuelanos será libertado nas próximas horas.

De acordo com o El País, cinco prisioneiros espanhóis já foram libertados da Venezuela, tendo sido identificados os primeiros quatro como Andrés Martínez Adasme (32 anos), José María Basoa (35), Miguel Moreno (34) e Ernesto Gorbe (52). 

Os quatro foram presos na Venezuela recentemente. Segundo o El País, os primeiros dois foram detidos após as eleições de 28 de julho de 2024, sob a acusação de fazerem parte de uma conspiração para assassinar Nicolás Maduro organizada pela CIA; Miguel Moreno foi detido em junho do ano passado, juntamente com os outros tripulantes do navio caçador de tesouros N35, quando procurava navios naufragados em águas que a Venezuela reivindica como suas. Por fim, Ernesto Gorbe, que vivia na Venezuela há algum tempo, foi preso em 2024, acusado de estar em situação ilegal porque o seu visto tinha expirado.

Além destes quatro, o El País adianta que há ainda cerca de 15 reclusos com dupla nacionalidade espanhola e venezuelana.

Antes, o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, já tinha anunciado que um grupo de cidadãos espanhóis estaria entre os presos libertados.

"A informação que tenho acompanhado ao longo do dia é que essas libertações estão a ocorrer, tal como anunciado pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, e que, com toda a cautela, há cidadãos espanhóis entre essas libertações", afirmou, em declarações às televisões espanholas.

Estas libertações têm sido há muito exigidas pela oposição venezuelana.

Jorge Rodríguez anunciou a decisão como “um gesto de paz”, sublinhando que foi tomada de forma unilateral. "Considere-se este gesto do governo bolivariano [da Venezuela], de ampla intenção de procura da paz, como uma contribuição que todos e todas devemos fazer para que a nossa República continue a sua vida pacífica e em busca da prosperidade", acrescentou o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, em conferência de imprensa, em Caracas.

Rodríguez acrescentou que "nas próximas horas" será conhecido o número total de prisioneiros, agradecendo a mediação do ex-primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, do presidente do Brasil, Lula da Silva, e do governo do Catar.

E.U.A.

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