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Entrevista CNN. Corina Machado acredita que haverá eleições livres na Venezuela porque "foi o que os EUA lhe disseram"

22 abr, 22:34

SANDRA FELGUEIRAS ENTREVISTA || A Nobel da Paz adianta que lhe foi apresentado um plano norte-americano que contempla várias fases. A terceira consiste "precisamente numa transição para a democracia com eleições livres e justas"

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, acredita que está cada vez mais próximo o momento em que se poderá candidatar a eleições livres na Venezuela. A promessa foi feita pelos próprios Estados Unidos.

Depois de Donald Trump intervir nos assuntos do país, tendo capturado o antigo presidente Nicolás Maduro, o governo norte-americano “apresentou um plano de três fases”, diz a Nobel da Paz, numa entrevista exclusiva à TVI/CNN portugal.

“A primeira [fase] contempla o início do desmantelamento da estrutura repressiva de corrupção e criminalidade que o próprio regime montou, do qual Delcy Rodríguez obviamente faz parte, como todos sabem. Parte deste trabalho sujo de desmantelamento desta estrutura criminosa trata-se das instruções que ela recebeu”, sublinha.

A terceira fase, esclarece, consiste “precisamente numa transição para a democracia com eleições livres e justas, porque o próprio Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, disse que não haverá grandes investimentos na Venezuela enquanto o país ocupar o último lugar no mundo em matéria de Estado de Direito”.

A confiança de Corina Machado em Trump permanece inabalável e nem a guerra no Irão a faz dar um passo atrás, porque quando “crimes contra a humanidade foram cometidos e a justiça internacional não atuou, o atual presidente dos EUA agiu”.

Questionada sobre se acredita que os Estados Unidos tenham interesse em marcar eleições livres no país, a líder venezuelana limitou-se a responder: “Foi o que me disseram e também foi dito publicamente. Acredito que esta é a posição do governo dos EUA.”

O dia de hoje também assinalou o encontro entre o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, e María Corina Machado, tendo ambos falado sobre a libertação de presos políticos, na sequência da libertação de mais um luso-venezuelano, esta terça-feira

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