Vários portugueses testemunharam o momento em que a terra tremeu
Vários portugueses disseram esta quarta-feira à Lusa estar a tentar ultrapassar o grande susto do intenso sismo que esta noite foi sentido em Caracas, na Venezuela.
“Estamos a tentar deixar de tremer do susto. Foi um sismo intenso ou muito forte e de grande duração, parecia que não iria terminar nunca. Ainda estamos preocupados com eventuais réplicas”, explicou um comerciante à Agência Lusa.
José Gonçalves, estava em casa, em Caracas, em La Campiña, quando sentiu que o sofá estava a tremer e pouco depois toda o apartamento, antes de ficar sem eletricidade.
“Foi o tremor mais forte que senti até hoje, ainda sinto o corpo a tremer do medo. Os jarros e todas as coisas que estavam em cima do móvel caíram, estão em pedações no chão”, explicou.
Apesar das dificuldades nas comunicações, vários portugueses explicaram telefonicamente à Lusa, que o sismo foi sentido fortemente também em localidades como Valência, 150 quilómetros a oeste e Higuerote, 120 quilómetros a leste da capital.
Segundo Matilde Freitas várias réplicas foram sentidas, tendo várias zonas de Higuerote ficado sem eletricidade e sem telefones, e que algumas pessoas saíram dos edifícios a chorar com medo.
Ainda em Caracas, o venezuelano Juan Carlos Garcia Pérez explicou à Lusa que “estava deitado a ver televisão e de repente a cama começou a abanar. Levantei-me e poucos segundos depois começou a tremer muito brusco, mais forte”.
“Olhei janela para ver outros edifícios e estavam a tremer. Fiquei sem saber se esperar que tudo passasse ou descer para a rua de uma vez”, frisou.
Um sismo de magnitude 7,1, com epicentro junto à capital Caracas, atingiu esta noite a Venezuela, adiantou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
De acordo com o meio de comunicação social 'eldiario', informações preliminares indicam múltiplos feridos em Guatire, no Estado de Miranda.
Também foram reportados danos em várias estruturas em Caracas.
Através das redes sociais, utilizadores relataram ter sentido o tremor em Caracas e nos estados de Aragua, Carabobo, Bolívar, Sucre, Anzoátegui e Miranda, segundo o 'media' TalCual.
O tremor ocorreu pelas 23:04 (hora de Lisboa) e teve o seu epicentro localizado perto de Morón, a cerca de 200 quilómetros a oeste de Caracas, foi seguido por vários tremores secundários, informou o USGS.
O sismo teve uma profundidade de 13,2 quilómetros, sendo classificado como um sismo raso, de acordo com o USGS.
Até ao momento, a Fundação Venezuelana de Investigação Sismológica (Funvisis) não divulgou um relatório oficial que detalhe a magnitude, o epicentro e a profundidade do evento, nem existe um balanço consolidado dos danos materiais ou das vítimas.
A magnitude do sismo foi sentida na Colômbia, na capital Bogotá, a cerca de 1.000 quilómetros de distância em linha reta.
De acordo com a Unidade de Gestão de Riscos de Desastres da Colômbia, "não há risco de tsunami na costa caribenha colombiana".
