Detido suspeito de causar incêndio em Caracas que afetou 11 comércios portugueses

Agência Lusa , AM
3 ago, 07:53
Emergência

Tratam-se de “pequenos espaços comerciais” do Mercado de Los Corotos, onde eram vendidas bebidas, roupas e calçado para homem, acessórios eletrónicos, roupa de cama, papelaria e bolos

As autoridades venezuelanas detiveram um homem suspeito de provocar o incêndio que no domingo destruiu 268 lugares de um mercado em Caracas, causando danos em 11 espaços comerciais de portugueses, três deles com perdas totais.

A detenção foi anunciada pelo Procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, na sua conta na rede social Twitter.

“O Ministério Público de Venezuela acusou José Manuel Lafuente pelos crimes de fogo provocado agravado, manipulação imprópria de substâncias perigosas, danos a propriedade e de fazer justiça pelas suas próprias mãos, no incêndio (...) ocorrido no Mercado de Los Corotos de Quinta Crespo”, anunciou.

Tarek William Saab acompanha o anúncio com uma foto do acusado e outra do momento em que as chamas consumiam o edifício onde funcionava o mercado.

O Procurador-geral da Venezuela não avançou mais nenhuma informação sobre o detido, o que fez que alguns utilizadores daquela rede social questionassem o que teria feito José Manuel Lafuente para ser acusado de “fazer justiça pelas suas próprias mãos”.

“Uma equipa do consulado esteve hoje [terça-feira] no sítio, fazendo o acompanhamento da situação. Foram 11 negócios afetados, oito deles parcialmente e três ficaram totalmente destruídos”, disse à Lusa o cônsul-geral de Portugal em Caracas.

Licínio Bingre do Amaral explicou que se tratam de “pequenos espaços comerciais” do Mercado de Los Corotos, onde eram vendidas bebidas, roupas e calçado para homem, acessórios eletrónicos, roupa de cama, papelaria e bolos.

Na terça-feira, alguns portugueses ainda não tinham conseguido aceder ao sítio para avaliar os danos causados pelas chamas.

Residentes no setor e alguns afetados chamaram a atenção para o facto de que o Mercado de Los Corotos ficar nas proximidades do popular Mercado Municipal de Quinta Crespo, de maior dimensão.

O incêndio, insistiram, não afetou o Mercado Municipal de Quinta Crespo, que está a funcionar normalmente, e onde dezenas de portugueses comercializam hortaliças, verduras, frutas, carne e peixe, que vão parar à mesa dos caraquenhos.

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