Nas últimas horas, a Bolívia, El Salvador, Peru e Chile também manifestaram a solidariedade
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Washington irá “enviar imediatamente equipas de busca e salvamento, recursos médicos e assistência humanitária para a Venezuela”, onde dois sismos já causaram 32 mortos.
Numa mensagem publicada na rede social Facebook, o secretário de Estado norte-americano acrescentou que "os Estados Unidos estão ao lado do povo venezuelano nestes tempos difíceis".
The United States extends our deepest condolences to the people of Venezuela following the devastating earthquakes.
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) June 25, 2026
Our hearts are with all those who have lost loved ones, those injured, and the courageous rescue workers working tirelessly in the aftermath.
America stands…
A garantia de Marco Rubio surgiu horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o país estava pronto para enviar ajuda à Venezuela, acrescentando que os primeiros relatos sobre as consequências "não são bons".
"Os dois grandes sismos que acabaram de atingir o nobre povo da Venezuela são de uma enorme magnitude e deixaram um número devastador de mortos. Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar!", disse Trump, numa mensagem na rede social que detém, a Truth Social.
"Instruí todas as agências do nosso Governo a prepararem-se e a agirem rapidamente. Estaremos lá para os nossos grandes novos amigos. Os primeiros relatos não são bons!", concluiu Trump.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos que atingiram a região central do país causaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.
"Neste momento, temos relatos de 32 mortes, sem incluir os números que o estado de La Guaira possa fornecer, e mais de 700 feridos que estamos a receber nas urgências dos hospitais públicos e centros de saúde privados", declarou Rodríguez, numa declaração transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión.
A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma "zona de desastre".
Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.
A presidente expressou gratidão aos Brasil, Estados Unidos, Panamá, Qatar, Cuba, Nicarágua, Turquia, Jordânia, Barbados, Curaçau, Colômbia, Reino Unido e México, que "contactaram a Venezuela para oferecer solidariedade e apoio".
Rodríguez agradeceu ainda à ONU e a organizações financeiras multilaterais, sem especificar quais, que "já contactaram o Governo venezuelano através de vários canais para expressar a sua solidariedade".
Nas últimas horas, a Bolívia, El Salvador, Peru e Chile também manifestaram a solidariedade.
O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou "preocupação e consternação" com os efeitos dos sismos e garantiu que está a avaliar medidas para apoiar a nação caribeana.
Lula disse que instruiu o Ministério das Relações Exteriores, juntamente com a embaixada brasileira em Caracas, para avaliar a situação na Venezuela.
