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Dois detidos em Moçambique em duplo homicídio de apoiantes de Mondlane

Agência Lusa , AM
23 abr, 12:07
Venâncio Mondlane (LUÍSA NHANTUMBO/Lusa)
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Investigação ao duplo homicídio enfrenta "grandes desafios" e "mostra-se complexa"

O procurador-geral moçambicano disse hoje que foram detidas duas pessoas, em três suspeitos ouvidos, no caso do assassínio de Elvino Dias e Paulo Guambe, apoiantes do político Venâncio Mondlane, e admitiu "grandes desafios" face a "várias linhas" de investigação. 

"Até este momento foram identificados e ouvidos três suspeitos, dois dos quais estão recluídos no estabelecimento penitenciário preventivo de Maputo”, disse o procurador-geral da República de Moçambique, Américo Letela, ao responder, no parlamento, a perguntas dos deputados.

Elvino Dias, conhecido em Moçambique como "advogado do povo", pelas causas sociais e apoio que prestava sobretudo aos mais desfavorecidos, morreu numa emboscada, crime sem explicação e associado desde então a motivações políticas.

Na altura era assessor jurídico de Venâncio Mondlane e o carro que conduzia, no centro de Maputo, foi intercetado por duas viaturas, de onde saíram homens armados que fizeram dezenas de disparos, atingindo mortalmente, além de Elvino Dias, de 45 anos, também Paulo Guambe, mandatário do Podemos, partido que apoiou aquele candidato presidencial nas eleições realizadas dias antes.

Esta quinta-feira, o procurador, que apresentou na quarta-feira ao parlamento a informação anual do Ministério Público (MP) referente a 2025, admitiu que a investigação ao duplo homicídio enfrenta "grandes desafios" e "mostra-se complexa" devido as várias linhas de investigação em curso relacionadas com o caso.

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