Varíola dos macacos: DGS admite existência de surto em Portugal

18 mai, 13:53

Casos confirmados foram todos identificados numa clínica de deteção de doenças sexualmente transmissíveis

A Direção-Geral da Saúde (DGS) admite que os casos de varíola dos macacos identificados já consistem num surto. Foi isso que disse Margarida Tavares, diretora do Programa Nacional para as Infeções Sexualmente Transmissíveis e Infeção por VIH da DGS, esta quarta-feira, em conferência de imprensa, no dia em que soube que foram confirmados vários casos no país, havendo ainda vários suspeitos.

“Podemos utilizar a palavra surto, porque podemos falar em surto sempre que há um aumento de casos acima daquilo que é esperado. Não esperávamos que nenhum caso ocorresse em Portugal. Se temos cinco casos confirmados podemos falar em surto”, afirmou a médica, em conferência de imprensa.

Para já existem apenas cinco casos da doença confirmados pela DGS, mas a CNN Portugal apurou junto de fonte hospitalar que serão já 20. As autoridades ainda não sabem qual a origem das infeções, nem tão pouco se existem relações entre os casos. Mas os casos confirmados são todos da região de Lisboa e Vale do Tejo.

Segundo Margarida Tavares, todos os casos identificados no país são do sexo masculino, sendo que todos foram identificados em clínicas de deteção de doenças sexualmente transmissíveis.

De resto, embora o vírus seja mais facilmente transmitido por via oral ou pelo contacto com feridas, também existe a possibilidade de transmissão pela via sexual.

A médica adiantou ainda que, entre os casos confirmados, estão homens “que fizeram sexo com outros homens”.

Admitindo que falta fazer investigação a esta situação, Margarida Tavares confirmou que esta é a primeira vez que é identificado um surto de varíola dos macacos em Portugal. Sobre a gravidade da doença, a médica lembrou que nenhum dos doentes está hospitalizado: “São situações benignas e ligeiras, embora estejamos a acompanhar a evolução, porque são casos muito recentes.”

A responsável deixou ainda conselhos à população em geral: “Fiquem atentos a sinais, doença com sintomas gerais, febre, mialgia, dores de cabeça e lesões cutâneas ou mucosas.”

Aos doentes, Margarida Tavares sublinhou que o aconselhado é que fiquem em casa, ainda que, para já, seja apenas uma forma de aconselhamento.

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