No melhor dia para casar, o Benfica teve uma entrada a gosto

31 jul 2025, 23:03
Sporting - Benfica (Pedro Loureiro/Eurasia Sport Images/Getty Images)

Não foi uma partida propriamente bonita, cheia de momentos memoráveis e histórias para contar mais tarde. Mas o triunfo é muito importante para o moral dos encarnados

Nada melhor para o Benfica do que começar a época com uma vitória frente ao rival que o dizimou no passado mês de maio.

Esta Supertaça não vai entrar para a história. O jogo não foi muito bem jogado e alguns jogadores pareciam mais focados em atirarem-se para o chão do que propriamente em fazer aquilo para que são pagos.

Também nenhum dos muitos reforços de parte a parte fez uma partida de encher o olho.

Houve mesmo algo bom neste jogo?

Uma das missões a cumprir nesta crónica é destacar um momento do jogo como o melhor. Um golo, uma jogada magistral, uma finta de perder a cabeça, por aí. Nunca me faltou nada para dizer neste capítulo durante o passado europeu de futebol, mas aqui tenho de ceder: não vi nada de especial durante os 90 minutos. Nem os adeptos do Benfica se vão lembrar desta partida para todo o sempre. Mas vale pelo troféu.

"Có-có-ró-có-có": Rui Silva, o pior

Ao contrário do tema anterior, aqui há algo a destacar pela negativa. É certo que a bola desviou num colega de equipa antes de entrar, mas o “frango” de Rui Silva é imperdoável ao mais alto nível. Cheguei a pensar contactar a Sociedade Protetora dos Animais: estava uma galinha sem penas em campo a precisar de cuidados urgentes. A baliza teima em ser um dos pontos mais débeis dos leões e convinha ser reforçada até ao final do mercado.

Olha o nevoeiro: a surpresa

Aos 32 minutos tivemos direito a espetáculo pirotécnico protagonizado pelas claques do Benfica. Para além de tochas, houve também fogo de artifício. Confesso que gosto de um bom show de luzes e fumo e, ao contrário de ocasiões anteriores, os adeptos encarnados abstiveram-se de mandar as tochas para o relvado. Acho, contudo, que os foguetes foram um bocadinho demais. À vontade não é à vontadinha e vamos ver qual será o castigo.

Um momento de história

Numa partida que termina 1-0 e tem pouca história, é fácil definir qual o lance mais importante. Marcou aquele que é, para mim e a par de Hjulmand, o melhor jogador que atuou na noite quente algarvia esta quinta-feira. Com a saída de Viktor Gyokeres, Vangelis Pavlidis tem tudo para se afirmar como o melhor atacante do campeonato.

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