Vanessa Couto apareceu, mas o que aconteceu à jovem militar permanece um mistério

12 ago, 16:16
Vanessa Couto, a militar desaparecida foi encontrada (Facebook)

Mãe sente-se "aliviada" mas procura respostas: até agora, nem médicos, nem autoridades a contactaram, diz. Trocou algumas palavras com a filha ao telefone, mas não soube mais nada. Jovem militar está internada no Hospital Militar das Forças Armadas, em Lisboa.

Vanessa Couto estava desaparecida desde o dia 1 de agosto. Foi encontrada, dez dias depois, a deambular pela rua, por alguém que a reconheceu a partir dos apelos que viu nas redes sociais e nas notícias. O que aconteceu durante aqueles dias permanece um mistério. A jovem militar está internada no Hospital Militar das Forças Armadas, em Lisboa. A mãe sente-se "aliviada", mas procura respostas.

"O pior já passou", afirma à TVI/CNN Portugal Deolinda Lopes, assumindo estar "mais aliviada". No entanto, até agora, nem os médicos do hospital onde a filha está internada, nem as autoridades que estão a investigar o caso a contactaram. "Eu não sei o que se passou, como ela está ou o que ela tem", desabafa.

A jovem militar foi encontrada esta quarta-feira às 23:50 na rua da Guiné, no Cacém. Acabou por ser levada para a esquadra e, depois, foi entregue ao cuidado das forças militares. "Foi um estrangeiro que a encontrou, mas não se quis identificar", conta Deolinda.

A pessoa que disse ter encontrado e reconhecido Vanessa ligou à mãe e foi então que esta ainda trocou algumas palavras com a filha. "Ela disse-me 'mãe, estou bem' e também disse 'perdoa-me tudo o que estou a fazer'". Mas nada mais. Depois disso, não soube mais nada. Quem a viu disse-lhe que a filha parecia "desesperada e descompensada".

"Já liguei para o hospital, mas não me deram nenhuma informação. Estou à espera que a médica me ligue", revela, num tom angustiado.

Deolinda Lopes tinha visto a filha pela última vez no dia 28 de julho, em Viseu, antes de a deixar na estação de autocarros para se dirigir a Tomar. No dia 3 de agosto, a mãe recebeu a GNR, que indicou que Vanessa Couto não se tinha apresentado ao serviço no presídio de Tomar, no dia 1. 

A mala da jovem militar foi encontrada a mais de 100 quilómetros de onde deveria estar, à porta da Santa Casa da Misericórdia, em Lisboa. "A mala ia ser alvo de peritagem", conta à TVI/CNN Portugal. Quando Vanessa foi encontrada "não tinha telemóvel, carteira, documentos, cartões". Ninguém sabe onde estão.

Uma das coisas que mais incomoda Deolinda Lopes é "não saber o que se passou, por onde ela andou". Aqueles dez dias permanecem um mistério.

Este foi o segundo "susto" que Vanessa pregou à mãe. "Em maio, ela esteve internada duas semanas. Não entrou ao serviço e a GNR foi a nossa casa". Procuraram por todo o lado e não a encontraram. Acabou por, sozinha, aparecer no Hospital Militar e ficar nas instalações. "Fez uma medicação durante 15 dias, foi a duas consultas e disse-me que tinha tido alta", recorda.

Por agora, o que mais deseja é saber como a filha está e conseguir falar com os médicos. "Como ela é maior de idade, não sei se me vão dizer alguma coisa", antecipa.

Nunca antes a filha lhe tinha dado momentos de aflição. Depois do episódio de maio, "ela estava bem, ela parecia bem". Mas o pior voltou a acontecer e Deolinda procura respostas para as suas (muitas) perguntas. 

Crime e Justiça

Mais Crime e Justiça

Patrocinados