Segunda dose de Moderna ou Novavax após vacina de AstraZeneca confere alta imunidade

7 dez 2021, 13:13
Vacinação contra a covid-19
Vacinação contra a covid-19

Estudo feito pela Universidade de Oxford revela que combinação de vacinas resulta em mais anticorpos

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Um estudo realizado pela Universidade de Oxford revelou que combinar uma primeira dose da vacina AstraZeneca com uma segunda dose da vacina Moderna ou Novavax resulta numa alta taxa de imunidade à covid-19.

Segundo o estudo, citado pelo jornal The Guardian, a junção das vacinas resulta em níveis muito mais elevados de anticorpos neutralizantes e células T do que quando comparado com duas doses da AstraZeneca.

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Esta descoberta tem importantes implicações para os países mais pobres e que ainda não completaram a vacinação, uma vez que mostra que não é necessário recorrer a instalações de armazenamento de ultrafrio (necessário para vacinas mRNA) para dar resposta às campanhas de vacinação, uma vez que tanto as vacinas da AstraZeneca como da Novavax podem ser armazenadas num frigorífico normal (a da Moderna já não, porque é mRNA).

O estudo Com-Cov estabeleceu se a combinação de vacinas durante os esquemas de imunização pode ou não ser prejudicial para a resposta imunológica a nível geral. Caso exista flexibilidade, isso pode garantir uma rápida implantação de vacinas mais acessíveis a países mais pobres onde o acesso a vacinas é mais inconsistente.

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 "O que estamos a ver é que há uma grande flexibilidade no esquema de imunização primária. Só porque se recebeu a primeira dose de uma vacina específica, não significa que se terá que receber a mesma vacina para a segunda dose”, afirmou o professor Matthew Snape da Universidade de Oxford, que liderou a investigação. 

Combinação de vacinas resulta em mais anticorpos

O estudo também reforça a confiança no uso da vacina Moderna como dose de reforço para pessoas que receberam a vacina da AstraZeneca. Segundo a investigação, 1.070 participantes receberam uma primeira dose da vacina AstraZeneca ou Pfizer e, nove semanas depois, levaram a segunda dose da Moderna ou Novavax.

Os níveis de anticorpos conseguido foram 17 vezes maiores entre aqueles que receberam a vacina AstraZeneca seguida pela vacina Moderna e quatro vezes maiores entre aqueles que receberam AstraZeneca seguida de Novavax, em comparação com aqueles que receberam duas doses da AstraZeneca.

Já aqueles que começaram com a vacina da Pfizer e receberam a segunda dose da vacina Moderna tiveram 1,3 vezes mais anticorpos do que com duas doses de Pfizer. Quem recebeu a segunda dose de Novavax teve 20% menos anticorpos.

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O estudo, publicado na revista médica Lancet, também revelou diferenças nas respostas das células T após combinações de diferentes tipos de vacinas.

“Isto mostra que o RNA (vacina da Pfizer e da Moderna) e as vacinas de vetor viral (Astrazeneca) estão a fazer algo bastante diferente quando se trata de preparação para a resposta das células T”, afirmou Matthew Snape.

Esta revelação acaba por não ser surpreendente para os especialistas, tendo em conta as investigações feitas em vacinas anteriores, como foi o caso da vacina do Ébola, em que foi sugerido que uma abordagem mista na vacinação podia levar a respostas imunológicas aprimoradas.

O estudo também examinou o impacto dessas diferentes combinações de vacinas contra as variantes Delta e Beta. Em todos os casos, houve uma redução nos níveis de anticorpos neutralizantes, mas muito pouca redução das respostas das células T.

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