EUA aprovam dose de reforço de vacina da Pfizer para crianças entre os 5 e os 11 anos

Bárbara Cruz , Notícia atualizada às 15:27
17 mai, 11:56
Vacinação contra a covid-19

Autoridade norte-americana do medicamento autoriza a dose de reforço para crianças na faixa etária entre os cinco e os onze anos. Diretora do Centro para Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA irá divulgar recomendação ainda esta semana

A Food and Drug Administration (F.D.A.), agência do governo norte-americano que decide sobre medicamentos nos EUA - o equivalente ao Infarmed português - aprovou, esta terça-feira, uma dose de reforço da vacina contra a covid-19  para crianças nas faixas etárias dos cinco aos 11 anos, fabricada pela Pfizer-BioNTech. A notícia foi avançada pelo The New York Times.

Nos Estados Unidos, até à data, só as crianças a partir dos 12 anos eram elegíveis para tomarem a dose de reforço da vacina contra a covid-19, pelo menos cinco meses depois de terem levado a segunda dose do esquema de vacinação primário.

A Pfizer e a BioNTech anunciaram no mês passado que a dose de reforço em crianças entre os cinco e os 11 anos eleva substancialmente o número de anticorpos capazes de neutralizar o SARS-CoV-2, tanto na versão inicial do vírus como na sua variante Ómicron, baseando-se num estudo que envolveu 140 crianças.

De acordo com esta pesquisa, verificou-se que o nível de anticorpos contra o vírus era seis vezes maior um mês depois de as crianças terem recebido a dose de reforço, em comparação com o nível de anticorpos um mês depois de ter sido administrada a segunda dose da vacina.

A dose de reforço, ou terceira dose, foi dada aos mais pequenos cerca de seis meses depois da segunda dose. Este estudo, porém, não revela a duração dos anticorpos ou a sua eficácia no combate à doença. 

O New York Times refere ainda que outros estudos demonstraram que a proteção conferida por duas doses da vacina nas crianças desta faixa etária decresce em poucas semanas, pelo que será necessária uma dose de reforço para assegurar a continuação da imunidade.

O jornal acrescenta que um painel de peritos deverá ainda reunir-se na próxima quinta-feira, com vista à divulgação de uma recomendação de Rochelle Walensky, diretora do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA - CDC na sigla original - sobre o reforço da vacina para crianças entre os cinco e os 11 anos.

Dosagens inferiores justificam reforço?

Alguns investigadores têm defendido a necessidade de um reforço nas crianças entre os cinco e os 11 anos porque a dosagem recebida na vacina pediátria foi muito inferior à dos mais velhos: um estudo do CDC que envolveu 1.052 crianças nesta faixa etária e 312 adolescentes, entre os 12 e os 15 anos, demonstrou que duas doses da vacina da Pfizer reduziram o risco de infeção com a variante Ómicron em 31% nos mais novos, mas esta redução foi de 59% nos mais velhos. A vacina pediátria da Pfizer prevê a inoculação com 10 microgramas, enquanto a população acima de 12 anos recebe 30 microgramas.

Até ao momento, a vacina da Pfizer é a única que as autoridades de saúde autorizaram para crianças com mais de cinco anos, mas a Moderna já submeteu pedidos de autorização de emergência de vacinas contra a covid-19 para crianças e bebés, prevendo um esquema vacinal de duas doses e ainda sem reforço. 

Na Europa, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC na sigla original) já autorizou as doses de reforço a partir dos 12 anos.

Em Portugal, são elegíveis para dose de reforço apenas as crianças e jovens entre os 12 e os 15 anos que tenham condições de imunossupressão, após parecer favorável da Comissão Técnica de Vacinação.

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