Covid-19: vacinação obrigatória e proibições de acesso. Alemanha aplica restrições a quem não está inoculado

2 dez 2021, 14:08

Máscaras regressam às escolas, eventos passam a ter limitações e a vacinação vai ser obrigatória

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A Alemanha aprovou esta quinta-feira um conjunto de medidas para combater a baixa taxa de vacinação contra a covid-19. O governo ainda liderado por Angela Merkel vai instituir a vacinação obrigatória em fevereiro, além de aplicar outras restrições, nomeadamente na entrada em lojas, restaurantes ou museus, naquilo que a chanceller diz ser um "ato de solidariedade nacional". As medidas ainda têm de ser aprovadas no parlamento para que possam ser colocadas em vigor.

Quem não estiver vacinado vai também ser impedido de contactar com pessoas que não façam parte do agregado familiar.

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As medidas aprovadas pelos germânicos também abrangem quem já está vacinado, nomeadamente num aumento da capacidade de testagem e o regresso da obrigatoriedade do uso de máscaras nas escolas.

"Estamos numa situação muito, muito difícil", afirmou Olaf Scholz, o sucessor de Angela Merkel, que também esteve na conferência de imprensa de apresentação das medidas.

Confira as medidas aprovadas pelo governo alemão:

  • vacinação obrigatória a partir do fim de fevereiro;
  • restrições de contacto para pessoas não vacinadas;
  • entradas em lojas, restaurantes, museus e cinemas vão ser limitadas a pessoas vacinadas ou recuperadas;
  • testes adicionais para quem já estiver vacinado;
  • limitação de eventos ao ar livre a 15 mil pessoas;
  • limitação de eventos no interior entre 30% a 50% da capacidade do edifício. Eventos não devem exceder os cinco mil participantes;
  • bares e discotecas de zonas onde a incidência seja superior a 350 casos por 100 mil habitantes vão ter de fechar;
  • máscara passa a ser obrigatória nas escolas.
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Na prática, quem não estiver vacinado só poderá aceder a supermercados e a farmácias, no que está a ser visto como um confinamento de não vacinados.

"Temos de perceber que a situação é muito grave e que queremos tomar mais medidas além das já tomadas", afirmou Angela Merkel.

A chanceler acrescentou que as autoridades regionais concordaram em exigir o uso de máscara nas escolas, impor novos limites às reuniões privadas e tentar aplicar 30 milhões de doses de vacinas até ao final do ano.

A Alemanha tem visto nos últimos dias os recordes de casos diários serem batidos. Só esta quinta-feira foram cerca de 74 mil infeções registadas, e o governo teme que perto de seis mil pessoas possam estar internadas nos cuidados intensivos na altura do Natal.

Um dos problemas está relacionado com a baixa taxa de vacinação. Apenas 69% da população está totalmente vacinada, uma percentagem que está em linha com a média na União Europeia, mas que é considerada baixa para conter o vírus.

De acordo com os jornais alemães, muitos especialistas apontam essa como a grande razão para o aumento de infeções. É precisamente isso que leva a outra das medidas que o governo quer implementar: permitir a farmacêuticos e dentistas que possam administrar vacinas.

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Com uma incidência a rondar os 439 casos por 100 mil habitantes, praticamente metade do país está acima do limite de 350. Entre essas zonas estão a Baviera ou a capital Berlim.

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