Se houver aumento do número de casos "poderemos antecipar a quarta dose”, avisa Graça Freitas

CNN Portugal , DCT
3 mai 2022, 12:29
Graça Freitas em entrevista à CNN Portugal

A diretora-geral da Saúde anunciou que o previsto é que a quarta dose comece a ser administrada no outono, para combater uma "previsível" nova vaga no inverno

A Direção-Geral da Saúde não descarta a possibilidade de a quarta dose da vacina contra a covid-19 ser antecipada se a evolução da pandemia assim o justificar.

A DGS e a Comissão Técnica de Vacinação estão disponíveis para propôr à nossa tutela alterações a este plano se houver motivo para isso, ou seja, se nós observarmos um aumento do número de casos poderemos antecipar a quarta dose”, disse Graça Freitas, esta terça-feira.

Face a qualquer mudança, seja uma “nova variante” ou subida do número de casos, a Direção-Geral da Saúde, afirmou Graças Freitas, está preparada para “ponderar de forma flexível e adaptável alterar alguma coisa na vacinação”.

Em declarações aos jornalistas, a diretora-geral da saúde adiantou que, se a situação não justificar um ajuste na data da dose de reforço, esta irá acontecer no outono. A ministra da Saúde Marta Temido anunciou esta segunda-feira que esse reforço deverá acontecer no final de agosto, ou início de setembro.

Graça Freitas defendeu que a vacinação com a segunda dose de reforço, a acontecer no outono, deve-se ao facto de ser uma data mais próxima de uma eventual nova vaga. “Previsivelmente vamos ter uma vaga no inverno e [a vacinação no outono] e é para atuar sobre essa vaga que queremos dar a quarta dose e não podemos estar a dar a quarta dose muito distante da previsão dessa vaga”.

Graça Freitas explicou que em cima da mesa está a “mesma lógica da vacinação contra a gripe”, em que a população elegível é vacinada em setembro e outubro “para nos aproximarmos do pico”, que tende a ser em dezembro e janeiro.

Aos jornalistas, Graça Freitas adiantou ainda que vai arrancar uma “campanha de vacinação para vacinar as pessoas que não se vacinaram por terem contraído a doença no inverno passado, nomeadamente em dezembro e janeiro”.

“A vacinação é um processo contínuo, com o objetivo de prevenir a doença grave”, frisou.

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