Líder de movimento negacionista em Itália admite vacinar-se após ter sido internado com covid-19

2 dez 2021, 20:16
Lorenzo Damiano
Lorenzo Damiano

Lorenzo Damiano chegou a candidatar-se a eleições municipais por um movimento que compara os negacionistas às vítimas do Holocausto. Agora, admite ter uma visão diferente do mundo

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O líder de um movimento negacionista e anti-vacinação na região italiana de Treviso assumiu que se “converteu” aos efeitos da doença e da importância da vacinação contra a covid-19 após ter sido hospitalizado.

Lorenzo Damiano terá afirmado a fontes próximas que passou a acreditar nos avanços da ciência contra a covid-19 pouco depois de ter contraído uma infeção com sintomas graves, avançou a agência ANSA esta quarta-feira.

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Damiano liderou protestos negacionistas contra a administração de vacinas e contra a apresentação do certificado digital na cidade de Treviso, perto de Veneza. 

 

O homem de 56 anos chegou a candidatar-se às eleições municipais da comuna de Conegliano pelo movimento negacionista “Nuremberg 2”, salientando que as pessoas céticas em relação à vacinação estavam a ser tratadas como as vítimas do Holocausto.

Damiano terá ficado infetado durante uma peregrinação até até Medjugorje, na Bósnia.

No entanto, em declarações à televisão Antennatre, depois de ter recebido alta, afirmou que “após este período” tem “uma visão diferente do mundo”.

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Darmiano diz agora que se irá vacinar contra a covid-19, num momento em que fontes hospitalares disseram à ANSA que as hospitalizações de negacionistas da pandemia subiram 17% nas últimas semanas.

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