Covid-19: OMS recomenda reforço com vacina da Pfizer em menores de 12 anos

Agência Lusa , DCT
21 jan, 21:17
Vacinação pediátrica no Centro de Vacinação do Funchal

Os peritos da OMS instaram os países com cobertura de vacina mais baixa a concentrarem-se primeiro em aumentar a vacinação nos grupos de maior risco

O comité de peritos assessor da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou hoje que seja alargada a administração de uma dose reduzida da vacina da Pfizer-BioNTech contra a covid-19 a crianças dos 5 aos 11 anos.

A dose aconselhada para este grupo etário é de 10 microgramas, em vez dos 30 microgramas para os maiores de 12 anos, indicou o SAGE, salientando que as crianças dos cinco aos 11 anos constituem a franja de prioridade mais baixa, salvo se tiverem doenças graves anteriores.

O Grupo Assessor Estratégico de Peritos da OMS (SAGE) acordou na última reunião recomendar também que a dose de reforço desta vacina comece a ser aplicada primeiro aos grupos de risco, como idosos e profissionais de saúde entre quatro a seis meses depois do esquema completo.

Os peritos da OMS instaram os países com cobertura de vacina mais baixa a concentrarem-se primeiro em aumentar a vacinação nos grupos de maior risco, antes de a oferecerem aos de menor risco.

Em países com cobertura média a elevada em grupos de riscos, a prioridade deve ser oferecer a dose de reforço a estes, antes de imunizar com a vacinação completa os de menor prioridade.

Produção irá assegurar maior taxa de vacinação

O SAGE classificou como “anúncios positivos” as previsões de produção de doses para este ano e considerou que deverão garantir a administração de vacinas a nível global.

"O número de doses mensais previsto é suficiente para cobrir os diferentes cenários de cobertura dos vários países, incluindo as doses de reforço”, sublinhou, em conferência de imprensa virtual, a diretora do Departamento de Imunização da OMS, Kate O'Brien.

O'Brien alertou, no entanto, que isto só será possível se a distribuição de vacinas deixar de ser "desigual" e não se repetirem as limitações na administração.

A cobertura em 34 países é ainda inferior a 10% da população total, enquanto em 86 se sita em cerca de 40%, devido à acumulação de doses ocorrida no ano passado em alguns países, recordou a especialista da OMS.

 

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